Em 1965, Palmeiras goleava São Paulo e encaminhava título estadual

Placar final foi de 5 a 0, sendo a maior vitória palmeirense na história do clássico

por Federação Paulista (FPF)

São Paulo, SP, 19 (AFI) - Há 55 anos, Palmeiras e São Paulo entraram em campo no estádio do Pacaembu pelo Torneio Rio-São Paulo de 1965 e a equipe alviverde venceu por 5 a 0, sendo a maior goleada aplicada do Alviverde diante do Tricolor na história do confronto. Além disso, vitória encaminhou o título palmeirense, que seria conquistado uma rodada mais tarde.

A equipe palmeirense, comandada por Filpo Núñez, teve um domínio na partida. Apesar do domínio alviverde, aos 20 minutos do primeiro tempo, foi assinalada uma penalidade máxima de Djalma Dias sobre Prado, mas o meia são-paulino Dias desperdiçou, mandando por cima do travessão. Cinco minutos depois, após cobrança de escanteio, Servílio cabeceou e Raul, que estava fora do gol, foi encoberto, inaugurando o placar. Aos 43 minutos, Servílio tentou jogada individual na esquerda e cruzou para Dario, que mandou para o fundo das redes tricolores pela segunda vez.

Em 1965, Palmeiras goleava São Paulo e encaminhava título estadual
Em 1965, Palmeiras goleava São Paulo e encaminhava título estadual
O segundo tempo só confirmou o bom desempenho da equipe visitante naquele dia. Logo no primeiro minuto, em jogada pela lateral-esquerda, a bola foi cruzada na área para Servílio, que marcou seu segundo gol, o terceiro da partida. Aos seis minutos, mais um pênalti marcado, desta vez a favor do Palmeiras, após Jurandir cometer falta dentro da área em Dario.

Rinaldo foi quem bateu e converteu. Colocando números finais na partida, aos 14 minutos, Rinaldo fez bela jogada e passou para Dario, que chutou forte, sem chances para o goleiro Raul.

Com a vitória, o Palmeiras encaminhou o título do torneio, sendo o terceiro de sua história e o primeiro interestadual que a equipe que ficou conhecida como 'Academia' conquistaria. Quatro dias depois, contra o Botafogo e uma vitória por 3 a 0, a taça foi confirmada para os palmeirenses.

CHOQUE REI
O clássico entre Palmeiras e São Paulo tem 90 anos de história, com a primeira partida sendo disputada em 30 de março de 1930, que acabou empatada por 2 a 2 -na época, o Palmeiras ainda era chamado de Palestra Itália. A rivalidade entre as duas equipes foi aumentando e, na década de 40, o jornalista Tomaz Mazzoni deu o apelido de Choque-Rei para o confronto, que enchia o Morumbi em quase todos os jogos.

Ao todo, já foram disputados 323 jogos entre as duas equipes, com 109 vitórias palmeirenses, 106 empates e 108 vitórias são-paulinas. Em 90 anos de história, apenas em 2003 não houve confrontos. A última vez que se encontraram foi pelo Paulistão A1 Sicredi de 2020, na segunda rodada, em um empate por 0 a 0, em Araraquara, interior de São Paulo. A maior vitória da equipe tricolor foi um 6 a 0, em 6 de março de 1939, sendo também a maior goleada do confronto.

RIO-SÃO PAULO
O torneio foi uma competição interestadual disputada entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, sendo organizado pela FPF e pela FERJ. A primeira edição aconteceu em 1933 e, a partir de 1950, passou a ser disputada anualmente, sendo interrompida na década de 70. Nos anos 90, voltou a ser dispustada e sua última edição foi em 2002. Palmeiras e Corinthians são os maiores vencedores, com cinco títulos cada.

O torneio de 1965 vencido pelo Palmeiras foi o terceiro de sua história. Na época, a competição era composta por dois turnos, com o vencedor de cada um se enfrentando para disputa do título. Porém, naquele ano, o Palmeiras venceu ambos, sendo desnecessário a disputa do jogo final. No primeiro turno, todos se enfrentavam, porém o pior de cada estado era eliminado para a fase final. No segundo, as oitos equipes que restaram se enfrentavam novamente. Ao todo, foram 16 jogos e o Palmeiras venceu 12, empatou três e perdeu apenas uma, com 49 marcados e 20 sofridos.

FICHA TÉCNICA
São Paulo 0 x 5 Palmeiras - Torneio Rio-São Paulo
Data:
19 de maio de 1965;
Local: Pacaembu;
Renda: Cr$ 29.811.000,00;
Árbitro: Airton Vieira de Morais;
Gols: Servílio (2), Dario (2) e Rinaldo (Palmeiras);

São Paulo: Raul; Osvaldo Cunha, Bellini, Jurandir e Renato; Roberto Dias (Nenê) e Válter (Efraim); Peter, Prado, Zé Roberto e Paraná. Técnico: José Poy.

Palmeiras: Valdir (Sílvio); Djalma Santos (Nélson), Djalma Dias, Valdemar Carabina e Geraldo Scotto; Dudu (Zequinha) e Ademir da Guia; Gildo, Tupãzinho (Dario), Servílio e Rinaldo. Técnico: Filpo Núñez

Letícia Denadai, especial para a FPF