Personalidades do futebol lamentam morte do icônico treinador Cilinho

Velório será realizado no Salão Nobre (Pedro Pinheiro) do estádio Moisés Lucarelli a partir das 23 horas desta quinta-feira

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 28 (AFI) - A notícia da morte de Cilinho, treinador que fez história em times como São Paulo, Ponte Preta e XV de Jaú, caiu com grande peso entre os profissionais do futebol. Nome importante pela postura inovadora e ousada de seus times, ele foi exaltado em todos os cantos do Brasil.

O velório será realizado no Salão Nobre (Pedro Pinheiro) do estádio Moisés Lucarelli a partir das 23 horas desta quinta-feira até 14h30 de sexta-feira. O enterro está confirmado para o Cemitério da Saudade, na sexta-feira, às 15 horas.

Confira as palavras de alguns profissionais que conviveram com Cilinho ao longo da carreira e falaram sobre o treinador com o Futebol Interior.

CARECA (Foi jogador de Cilinho no São Paulo na década de 80, fazendo parte do time Menudos do Morumbi)

“Mais do que um treinador, ele era meu amigo e eu aprendi muito com ele. Para mim, foi o maior de todos, na alegria que mostrava em trabalhar. Era uma grande parceiro meu, seja durante o treinamento ou durante a cerveja que a gente tomava junto. É realmente muito triste. Ele foi embora e a gente vai sentir saudade. Ele era monstruoso dentro do futebol, o que fizemos no São Paulo foi fantástico”

“Estive na casa dele há uns dois, três meses, com ele e a esposa dele. Ele já estava bastante debilitado. Quando ele estava em casa, fui visitá-lo no hospital. É triste a sequla que ele já estava“

ZÉ TEODORO (Foi jogador de Cilinho no São Paulo na década de 80, fazendo parte do time Menudos do Morumbi)

"Triste em receber essa notícia. É uma perda grande para o futebol brasileiro. Um dos poucos treinadores que eu vi que tinha uma boa leitura do jogo, que sabia como ninguém conduzir um grupo, mexer nos intervalos, mudar resultado, além de ser um estrategista, inteligente, trabalhador"

"Ele era adepto ao futebol alegre, que joga para frente, que dá espetáculo. Isso tudo que está acontecendo com o Jorge Jesus, Sampaoli, são coisas que o Cilinho já fazia"

(Foto: Arquivo Histórico do São Paulo Futebol Clube)
(Foto: Arquivo Histórico do São Paulo Futebol Clube)

"Foi um treinador que só faltou a seleção brasileira. Um dos responsáveis pela minha vinda do futebol goiano ao São paulo, revelou tanta gente. Eu particularmente agradeço tudo que conquistei ao Cilinho. Um dos poucos treinadores que tirei muita coisa positiva para colocar na minha carreira hoje"

"Cilinho representou muito ao futebol brasileiro, contribuiu muito, assim como contribuiu Telê Santana, o Carlos Alberto Silva. Foi um amigo, um companheiro, um conhecedor, um professor, um psicólogo, um amante ao futebol"

ROBERVAL DAVINO (Foi jogador de Cilinho no XV de Jaú, entre o fim da década de 70 e o início da década de 80)

“Eu posso dizer que foi um dos melhores treinadores que vi. Ele amava futebol, respirava futebol, e eu tive muito aprendizado com ele, não só como técnico, mas aprendizado pessoal. Minha linha de pensar como técnico é baseada no que eu vi dele, ele era é um técnico fantástico”

“Em 78, em casa nós só perdemos para o Guarani. Ganhamos do São Paulo, do Corinthians. Nós envolvíamos o adversário, como ele falava, o que hoje é o propor o jogo. Cilinho já falava nisso a muito tempo. Ele se relacionava com todos do clube, envolvia o presidente, a base, era um trabalho que contagiava todos”

PENINHA (Jornalista de Americana)
"Um profissional além do seu tempo. Os que os principais clubes da Europa implantaram há pouco tempo, ele fazia na décia de 90"

"Sua passagem pelo Rio Branco, na década de 90, foi imprescindível para que o clube montasse uma grande estrutura e conseguisse revelar craques, como Souza, Flávio Conceição, Marcos Assunção, Marcos Senna, Mineiro, entre outros. Alguns desses jogadores disputaram Copas do Mundo e saíram de um trabalho integrado do infantil ao profissional implantado por ele no clube americanense"