Guarani e Cruzeiro: qual seria a proposta mais adequada?

Bem concentrado eu vi o empate do Cruzeiro com o Ituano, em Itu, e anotei alguns pontos que podem ser explorados por Mozart no Guarani.

Parte significativa dos torcedores deixou de frequentar os estádios e apenas se liga sobre os fatos através da mídia. Registre seu protesto aqui!

Cruzeiro dispara na lideranca da Serie B e1657076843326
Cruzeiro, líder sem bola de ouro. Foto: Divulgação / Cruzeiro

Campinas, SP, 5 (AFI) – BLOG DO ARI – O futebol de Campinas atingiu estágio que deixou torcedores de Guarani e Ponte Preta adormecidos. Como já esgoelaram e a cartolada não deu a mínima, a resposta de pontepretanos e bugrinos tem sido indiferença, exceto uns e outros que continuam a plenos pulmões.

Parte significativa dos torcedores deixou de frequentar os estádios e apenas se liga sobre os fatos através da mídia.

Desinteresse de participação em comentários tem sido flagrante neste espaço, pois, na prática, parceiros têm repetido o mesmo do mesmo. mas insisto, dêem sua opinião! Registre seu protesto, aponte culpados ou soluções.

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ANÁLISES

Como futebol não é ciências exata e permite diferentes ângulos de visão, tenho proposto que o discutamos com mais profundidade, principalmente aqueles habituados a assistirem jogos desta Série B do Campeonato Brasileiro.

Avaliações com profundidade deveriam indicar reflexão.

Semana passada, por exemplo, afirmei com todas as letras que o Guarani teria que fazer muita força para perder do CRB.

Claro que aquele desafio não surgiu do nada, ou para agradar bugrinos.

Quem viu criteriosamente o CRB contra o Tombense, duvido que não tenha chegado à mesma linha de raciocínio.

Coisas assim apimentam a discussão no espaço opinativo da coluna.

CRUZEIRO

Pressupõe-se que na ociosidade da noite desta terça-feira, o bugrino foi conferir mais uma vez a ‘cara’ da equipe do Cruzeiro contra o Ituano, no empate por 1 a 1, pois ele estará em Campinas na manhã/tarde de sábado para enfrentá-lo.

E aí, qual seria a melhor postura tática do time bugrino para este jogo?

Técnico Mazola Júnior, do Ituano, optou inicialmente para que o seu time se resguardasse e usasse contra-ataques em velocidade.

Nesta postura, foi o time de Itu, durante o primeiro tempo, quem teve chance mais clara para chegar ao gol através de Neto Berola, sem que convertesse.

TIME ORGANIZADO

Apesar da liderança isolada na competição, não se pode dizer que o Cruzeiro conta com um time de encher os olhos.

Cita corretamente quem o define de organizado, aceitável saída de bola de trás, laterais que se transformam em alas devido ao formato com três zagueiros, incidência baixa de erros de passes e valorização de posse de bola, mesmo com a equipe espaçada em campo.

Se a transição não atinge a rapidez desejada, está distante da morosidade da maioria das equipes.

Logo, com volume de jogo ofensivo e chances se oferecendo a um goleador como Edu, o time vai colhendo resultados que lhe garantirão retorno à Série A de 2023.

Neste empate, o Cruzeiro atuou desfalcado do meio-campista Neto Moura e atacante Rafa Silva, que devem voltar ao time contra o Guarani.

EXPULSÃO E EMPATE

Ora, mesmo fazendo gol logo aos nove minutos do segundo tempo, em frangaço do goleiro Pegorari – em lance aproveitado pelo atacante Luvanor -, o Cruzeiro não ficou confortável na partida durante o segundo tempo.

A rigor, sequer tirou proveito de o Ituano ter ficado com um homem a menos a partir dos 15 minutos, com a expulsão do zagueiro Lucas Dias.

Pois esse Cruzeiro ainda permitiu algumas investidas do Ituano, que chegou ao empate através do zagueiro Bernardo, na área adversária para completar cruzamento rasteiro.

MOZART

Evidente que o treinador bugrino Mozart Santos assistiu à esta partida e tirou as suas conclusões sobre a melhor postura a ser aplicada diante do Cruzeiro.

Há quem diga que o Guarani, atuando em seus domínios, deve encarar o adversário de ‘peito aberto’, com argumento que não é tudo que se imaginava dele.

Outros entendem que prudência coloca-se na mesa neste período de instabilidade do Guarani, e que a cópia do modelo do Ituano, de explorar contra-ataques, seria mais recomendável.

E aí?

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