Ganso, um a menos no time do Sevilla

Imprensa espanhola critica atuação desastrosa do ex-meia são-paulino

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Chega de vagabundice. Chega de beber cachaça e cerveja nesses tempos de festa. Chega de ‘vadiagem’. O trabalho me espera e vamos que vamos, já dizia o filósofo de botequim.

Sem demagogia, não vou desejar isso ou aquilo a você. Só espero que tenha saúde neste 2017. O resto fica por sua conta, tá legal?

E neste período de entressafra do futebol, dá pra entremear outros assuntos do dia a dia.

Por ora ainda vamos de bola.

Dois segmentos se notabilizam por jogar dinheiro do ralo: político e futebol.

Se na política rios de dinheiro são tirados ‘na mão grande’ por demônios vitalícios nos legislativos e executivos dos governos de todas esferas, no futebol há bobos em todos os lugares do planeta.

IMPRENSA ESPANHOLA

Só agora a imprensa espanhola se deu conta que o meia Paulo Henrique Ganso é jogador infrutífero para as exigências do futebol extremamente competitivo. E pagaram um dinheirão pra tirá-lo do São Paulo.

O portal Yahoo destacou que a atuação desastrosa dele com a camisa do Sevilla, em apenas 45 minutos, com a consequente substituição, é o retrato fiel de que jamais se adapta às funções de marcador e explosão como articulador.

Quando o Sevilla foi humilhado com a goleada sofrida por 3 a 0 para o time misto do Real Madrid, no meio da semana, a imprensa espanhola manchetou: ‘Foi um a menos em campo’.

Futuramente os coleguinhas de lá vão nos plagiar e adotar o bordão ‘ex-jogador em atividade’.

A rigor, o meia do passado que se vale de um ou outro passe ou lançamento, e que tenta se valorizar por lances de bola parada, pode enganar incautos do futebol espalhados por aí.

COMPETITIVIDADE

Aqui não, José. Futebol moderno exige competitividade. Desconfie de jogador incapaz de aplicar um drible em progressão por falta de pernas. Jogador que não tem a mínima explosão para escapar da marcação é sim um ex-jogador em atividade.

De repente, boleiro com esse perfil aparece livre na área adversária e marca um golzinho aqui e outro acolá, e engana incautos que se apressam em aplaudi-los.

Pelo visto, a imprensa espanhola amadureceu mais depressa de que míopes por aqui. Ela torce o nariz pela falta de mobilidade de Ganso e ainda ironizou o futebol brasileiro. ‘Ganso é um atleta que só serve para países com nível mais fraco no futebol’.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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