Anotem o nome do meia Alesson dos Santos Batista, do Paraná: uma baita revelação!

Atleta de 16 anos foi o grande destaque na partida contra a Ponte Preta

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Depois que a Copa São Paulo de Júnior se transformou num grande negócio, em prateleira para empresários do futebol exporem as suas mercadorias, desinteressei-me de acompanhá-la.

Eventualmente vejo alguns jogos e, nesta quinta-feira, dei uma espiada sobre a quantas anda essa molecada dos juniores da Ponte Preta na competição.

Na prática, cabem mais elogios ao treinador Leandro Zago de que a boleirada.

Leandro Zago: boas qualidades
Leandro Zago: boas qualidades
Extrair tamanha obediência tática de jogadores em formação é algo que deve ser ressaltado.

Gente, saltou aos olhos nesta partida da Ponte Preta contra o Paraná o meia Alesson, dos paranaense. Sim, grafia com ‘e’, e não com ‘i’ ou ‘y’.

Escrevam esse nome aí: Alesson dos Santos Batista, que no dia 16 de fevereiro vai completar 17 anos de idade, mas joga como ‘gente grande’.

Fui buscar mais informações sobre o atleta em jornais paranaense e a decepção foi total.

Já não se faz jornalismo esportivo crítico como antigamente. Um desprezo quase por completo sobre informações de clubes na Copinha. E nada sobre esse talentoso Alesson.

VISÃO DE JOGO

Está na cara dos críticos paranaenses um meia com visão de jogo, habilidade e sentido de profundidade do passado, aliado à rapidez exigida do presente.

Sei lá eu como esse moço foi parar em Curitiba sendo natural de Guarulhos, na grande São Paulo.

A leitura de jogo desse rapaz me impressionou quando percebeu que defensivamente a Ponte Preta havia congestionado por dentro.

O que fez, ele, então? Como faziam meias talentosos do passado, procurou espaço no lado direito do campo, para que não ocorresse queda de rendimento.

A dúvida é se ele teve essa percepção ou foi orientado pelo treinador Luciano Simm.

Pra não alongar a prova, gravem bem esse nome: Alesson dos Santos Batista. E cobrem-me depois.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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