Ponte melhora com um homem a menos e traz justo empate do Rio de Janeiro

Atacante Clayson foi expulso aos 37 minutos do primeiro tempo

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Por ter atuado com um jogador a menos desde os 37 minutos do primeiro tempo, com a expulsão do atacante Clayson, o empate conquistado pela Ponte Preta contra o Botafogo por 1 a 1, na noite deste sábado, no Rio de Janeiro, tem é que ser comemorado.

A rigor, o treinador pontepretano Eduardo Baptista avaliou mal a condição do jogo. Seu time não precisaria ser tão submisso nos primeiros 20 minutos de partida quando sofreu o gol e raramente passou do meio de campo.

O Botafogo, apesar do maior volume de jogo, não era criativo e chegou ao gol por obra do acaso. A bola chutada por Rodrigo Lindoso encontrou Sassá no meio do caminho. Aí, com leve toque, ele deslocou a possibilidade de defesa do goleiro Aranha, aos 17 minutos.

No primeiro tempo, a Ponte só mostrou ofensividade em duas jogadas individuais. A primeira com Rhayner, que driblou três adversários e foi desarmado no quarto, Diego Barbosa.

A segunda jogada, a mais polêmica da partida, originou a expulsão de Clayson por reclamação.

No único lance lúcido dele até aquele momento, conseguiu sair da marcação de dois adversários, ingressou na área e, no momento da finalização, a sola de seu pé direito chocou-se com o joelho do botafoguense Vítor Luís, provocando desequilíbrio no arremate.

Após o chute, de fato Clayson sofreu a carga do adversário, mas aí a jogada já havia terminado, acertando, portanto, o árbitro Wilson Pereira Sampaio, de Goiás, em não assinalar o pênalti reclamado pelos pontepretanos.

Clayson se destemperou, reclamou acintosamente, e recebeu cartão vermelho.

PONTE MELHOROU

Como o Botafogo já havia diminuído o ritmo ainda no primeiro tempo, preocupado basicamente em administrar a vantagem, a Ponte se encorajou e passou a atacar com avanços de Nino Paraíba e boa desenvoltura de Rhayner, que aos 13 minutos do segundo tempo exigiu defesa difícil do goleiro Sidão, da equipe botafoguense.

Cinco minutos depois, pra mostrar a incautos que é estrategista em fórmulas diferentes, Eduardo Baptista fez uma alteração sem pé e sem cabeça, ao sacar o zagueiro Douglas Grolli, improvisando o volante João Vitor na posição. Com isso propiciou a entrada do lateral-direito Jefferson, para se revezar na posição com Nino Paraíba.

A sorte da Ponte é que o treinador botafoguense Jair Ventura não detectou em seu grupo um cabeceador no ataque para explorar a situação de risco provocada pela Ponte, que ainda, com méritos, chegou ao empate em falha defensiva do adversário bem aproveitada pelo oportunista Potkker, aos 20 minutos.

Depois disso, pra consertar a aventura feita, Eduardo Baptista recompôs a zaga com a entrada de Fábio Ferreira, substituindo Potkker, machucado. Assim, a Ponte soube se defender e usou de cera para deixar o tempo passar e sair do Rio de Janeiro com o empate, diga-se de passagem merecido.

Ravanelli? Registro pela disposição na tentativa de desarme ao adversário. Tecnicamente ficou devendo. Cruzamento no lance que originou o gol de empate da Ponte? Não. A bola visava o volante Matheus Jesus, que só resvalou nela.

Breno Lopes? Marca razoavelmente, mas mostra-se extremamente tímido com a bola nos pés, procurando se desvencilhar dela o mais rápido possível.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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