Imagens da TV Globo ‘roubam’ a cena na vitória do Grêmio em BH

​Time gaúcho vence primeira batalha da final contra o Galo mineiro

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Você, parceiro diário da coluna, vai ler por aí os tais analistas do futebol dissertando sobre tática na primeira partida da final da Copa do Brasil.

Deixem eles citarem que o treinador Renato Gaúcho marcou seu time assim e assado na vitória por 3 a 1 sobre o Galo mineiro, na noite desta quarta-feira em Belo Horizonte.

Vamos nos fixar nas excelentes imagens captadas pelos cinegrafistas da TV Globo. Que show!

Primeiro a óbvia imagem da estupidez do atacante gremista Pedro Rocha ao tirar a camisa para comemorar o segundo dele e de sua equipe no jogo.

Recebeu um cartão amarelo de graça. Desnecessário. E foi ingrato com o patrocinador de seu time por não permitir o merchandising no âmago da questão.

EXPULSÃO

Depois o gremista fez falta dura sobre lateral Carlos César, no prolongamento de sua própria área, e aí o cartão vermelho foi inevitável.

Arrependido é, Pedro Rocha? Nem quis ficar no banco de reservas em companhia dos companheiros. Foi chorar longe dali, perto do vestiário.

Pedro Rocha viveu a experiência de ‘rio de lágrimas’.

Escondido, no vestiário, ouvia o barulho ensurdecedor da torcida do Galo empurrando o time, principalmente depois que o zagueiro Gabriel diminuiu a vantagem: 2 a 1.

Claro que a cabeça do atacante gremista se transformou num trevo. E se o Atlético Mineiro empatasse o jogo? Ficaria a sensação de quem encheu um balde de leite e depois, de forma desmanzelada, o chuta.

O sofrimento só se transformou em alívio quando aos 45 minutos o zagueiro gremista Geromel arrancou com a bola pela direita, cruzou, e o atacante Éverton consolidou a vitória do Grêmio por 3 a 1.

COPO D’ÁGUA

Aí, no show de imagens da Globo, Renato Gaúcho chutou um copo d’água à sua frente. E advinhem quem ele acertou? Sim, o policial levou a ‘copada’ na fuça e aceitou o pedido de desculpa de seu involuntário ‘agressor’.

A transmissão da Globo estava com tanta riqueza de detalhe que ainda filmou o goleiro Vitor, do Atlético, analisar o jogo como se fosse comentarista, e não atleta: “Tomamos dois gols bobos. Não podemos ter esse tipo de desatenção”.

Será que Vitor terá que rever o lance para admitir também culpa no terceiro gol do Grêmio. A bola, vindo do fundo, percorreu quase toda extensão da pequena área, e cadê ele para interceptá-la?

SORRISO FORA DE HORA

Equipe de transmissão da Globo não fez comentários, mas um excelente cinegrafista flagrou o atacante Cazares, do Galo, sorrindo para o massagista de seu clube quando foi substitui-lo aos 13 minutos do segundo tempo.

Aquele sorriso fora de hora contrastou com o olhar perdido do torcedor atleticano, desolado e incrédulo naquilo que via. E via seu time ser sapecado em sua própria casa.

A rigor, eis a questão que cabe debate para o exato momento. Ainda tem peso o tal fator campo e torcida em duelo de duas grandes equipes?

O Grêmio se sentiu exatamente em casa. Até a expulsão de Pedro Rocha, aos 21 minutos do segundo tempo, era senhor absoluto do jogo. E só não o ampliou porque o mesmo Pedro Rocha perdeu gol incrível e o zagueiro Gabriel salvou outro lance quase em cima da risca.

Atlético? Criou uma chance real no primeiro tempo, que o volante Júnior Urso não soube tirar a bola do goleiro Marcelo Grohe, propiciando a defesa dele.

No mais, foi aquela pressão atleticana de bate e rebate sem que a bola entrasse, exceto no lance de gol de Gabriel.

Exatamente pelo peso relativo de campo e torcida pode-se dizer que o Atlético ainda tem chance de reverter a tragédia semana que vem, em Porto Alegre.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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