Ponte teve méritos na marcação para vencer o Fluminense

Vitória foi conquistada através de belo gol do volante Wendel

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Se tecnicamente o time da Ponte Preta está distante do padrão esperado pela torcida, não se pode negar que taticamente foi eficiente nesta vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense na tarde deste domingo, em Campinas.

O bloco de marcação dos pontepretanos suplantou até com relativa facilidade a morosidade do adversário, que não se movimentou de forma a criar situações de embaraço.

Por outro lado, novamente a Ponte ressentiu de criatividade no meio de campo e lados do campo, para provocar situações confusas à instável zaga da equipe carioca.

Wendel comemora belo gol contra o Fluminense
Wendel comemora belo gol contra o Fluminense
A teimosia doentia do treinador pontepretano Eduardo Baptista de prescindir injustificavelmente do meia Thiago Galhardo tira a lucidez do time, exceto quando Rhayner recua na tentativa de organização.

Neste domingo, por exemplo, Rhayner foi posicionado de forma centralizada no ataque, mas, conforme o previsto, a bola não chegava. Assim, ele tratou de buscá-la.

E quando acionava Potkker na direita e Clayson na esquerda, não havia continuidade nas jogadas, visto que eram absorvidos pela marcação.

REINALDO

Além disso, com o lateral-esquerdo Reinaldo mais uma vez preterido para escalação do inconvincente Breno Lopes, a Ponte só poderia chegar ao gol através de jogada individual.

Ao receber passe em profundidade de Rhayner, o volante Wendel aplicou lençol no lento zagueiro Henrique, ganhou a jogada na corrida, e acertou belo chute indefensável para o goleiro Júlio César, aos 42 minutos do primeiro tempo.

Paradoxalmente, foi o período em que o Fluminense só ameaçou em bola mal devolvida pelo mesmo Wendel, que Cícero, em cabeçada, exigiu defesa do goleiro Aranha.

GARANTIR VANTAGEM

Levando ao segundo tempo a vantagem no placar, a postura da Ponte foi de administrá-la e, se possível, até ampliá-la na exploração de velozes contra-ataques sobre a já adiantava zaga do tricolor carioca.

Todavia, faltou execução do planejado, exceto em bola esticada na direita que o lateral Jefferson - que havia substituído Nino Paraíba - acreditou, cruzou, e, na tentativa de bater de primeira, Rhayner desperdiçou.

Afora isso, prevaleceu a postura de marcação segura dos pontepretanos na cabeça da área, não permitindo sentido de profundidade ao Fluminense.

Nas raras vezes em que essa segunda linha foi transposta, apareceram os zagueiros Douglas Grolli e Antonio Carlos com atuação irrepreensível.

Assim, o goleiro Aranha só foi exigido na saída da meta em bola alçada.

Por fim, continua incompreensível o privilégio que Eduardo Baptista tem dado ao fraco atacante Wellington Paulista, que substituiu Clayson, novamente ineficiente nesta partida.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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