No futebol competitivo da atualidade, não há espaço pra jogador paradão

Atletas como Luís Fabiano e Fumagalli perderam a vitalidade

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

O Cadê Você e Memórias do Futebol da semana enfocam sobre o atacante Osvaldo, revelado pela Ponte Preta e campeão mundial no Grêmio em 1983. Links no quadro vertical à direita.

Como a coluna é um fórum para discussão sobre futebol, enumerei dois questionamentos de parceiros do espaço, para que possamos democraticamente debatê-los.

Tenho por norma caracterizar atletas que perderam a força para competitividade, conforme exigência do futebol moderno, como ex-jogadores em atividade.

Em recente comentário sobre suposto interesse da Ponte Preta pela contratação do atacante Luís Fabiano, deixei claro que nem de longe ele lembra aquele atacante que explodiu em Campinas no final dos anos 90, e deu continuidade ao sucesso no São Paulo, futebol espanhol e Seleção Brasileira.

Com o peso da idade, tem sido absorvido até com relativa facilidade pela marcação. Por causa disso o radialista Milton Neves, da rádio e TV Bandeirantes de São Paulo, o definiu corretamente como ‘artilheiro dos gols fáceis’.

FUMAGALLI

Com propósito de me desmentir sobre a convicção, o parceiro Paulo Giolo faz comparativo com o meia Fumagalli, do Guarani, rasgando elogios ao jogador bugrino, e acrescentando que na mídia local apenas eu faço restrição ao jogador.

Pois bem, para ilustrar minha posição, pego como exemplo o ex-treinador Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho, unanimidade em Campinas.

Quando da passagem dele como treinador do Guarani, em 1989, corajosamente deixou o meia Zenon na reserva, com o convincente argumento de que o jogador havia perdido a força física para a cobrada competitividade, em decorrência do peso da idade. E nem se compara a mobilidade de Zenon, na época, comparativamente a Fumagalli.

Lá se vão quase 30 anos e sabiamente Cilinho já tinha convicção que a mobilidade do jogador em campo é peso considerável para que garanta a escalação entre os titulares.

Pois numa competição fragilizada como a Série C do Brasileiro, Fumagalli andou em campo, mas foi convincente na tal bola parada e pegando ‘resto’ na área adversária para empurrar a bola pra rede. Contra adversário de maior expressão, meu caro Giolo, ele não pega na bola.

CABEÇA

O parceiro pontepretano Cabeça, em defesa da postura do treinador Eduardo Baptista, condiciona eventual problema extra-campo para que o meia Thiago Galhardo fosse relegado no elenco.

O treinador desmente, mas se de fato decidiu preterir o atleta pela convicção de que ele não vai permanecer no elenco na próxima temporada, volta a errar.

Enquanto titular, Galhardo convencia plenamente. Até adicionava a função de marcador, para igualmente compor a malha da chamada segunda linha de quatro.

Inexplicavelmente ele foi pro banco de reservas e ali ficou vendo o grosso Maycon com camisa no time.

Aí, Cabeça, se é que um dia você jogou bola, deveria saber que nessa circunstância a maioria dos atletas,como Galhardo, se irrita. E quando chamado para entrar no time no segundo tempo, na fogueira, com o time desajustado, é natural que não fosse render o esperado.

Está claro que pela atual conjuntura do elenco pontepretano, o racional seria Thiago Galhardo e mais dez. Ou estou errado?

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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