Após ignorar baderna de bugrinos, STJD da CBF perde força para punir outros vândalos

Pena de perda de apenas um jogo era o que menos se esperava no julgamento

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

O bugrino pode torcer o nariz, mas cito com todas as letras que esse STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) da CBF está em dissonância com a realidade ao penalizar o Guarani com apenas uma partida pela baderna provocada por seus torcedores em Varginha, na partida contra o Boa Esporte, na final do Campeonato Brasileiro da Série C.

Pela posição do STJD, os demais clubes podem fazer arruaça à vontade com a sensação de impunidade.

Na sejamos radicais de exigência de pena máxima de 20 jogos, como pretendia a Procuradoria do órgão, mas vai contar pra outro que o Guarani perdeu apenas um mando de jogo.

Pior: o Guarani já era reincidente pela estupidez praticada no jogo contra o Arapiraquense, no Estádio Brinco de Ouro, que não se restringiu apenas à agressão de um torcedor ao jogador Diogo do time alagoano.

A recepção da delegação do Arapiraquense, com aquela depredação ao ônibus, já seria motivo para que se aplicasse pena mais severa, em vez de apenas um jogo.

Pior agora quando a depredação no Estádio do Melão foi bem maior, com prejuízo do patrimônio.

Não, não sou contra o Guarani. Sou a favor de justiça. Errou tem que ser penalizado, seja quem for.

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Da mesma forma que explicitamente contestei o mal feito do governo do PT, que repudio o corporativismo do atual presidente Michel Temer, e grito contra todos desmandos e corrupções em qualquer esfera de governo, adotaria dois pesos e duas medidas se elogiasse o STJD por ter livrado o Guarani de uma encrenca bem maior no julgamento desta sexta-feira, no Rio de Janeiro.

Comigo não tem essa de que o jurídico do Guarani trabalhou bem para livrá-lo de pena pesada.

Essa condescendência com o Guarani é extremamente preocupante. Como esse mesmo tribunal vai punir desordeiros de outros clubes que aprontam tanto quando um segmento da torcida do Guarani?

É isso aí.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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