Ponte explora erros do Vitória e transpira um pouco mais para somar três pontos

Vitória pontepretana sobre o time baiano foi construída no primeiro tempo

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

A Ponte Preta mereceu derrotar o Vitória por 2 a 0 na noite desta quinta-feira em Campinas? Mereceu. Então ela teria retomado um futebol convincente neste Campeonato Brasileiro? Não. A Ponte transpirou mais de que nas partidas anteriores e soube jogar no erro do adversário, o que convenhamos também é um mérito que precisa ser reconhecido.

Se mesmo conquistando três pontos importantes, por que não valorizar sobremaneira a vitória?

Porque daríamos uma falsa impressão de que o time retomou o prumo, e isso não condiz com a realidade.

O teimoso treinador pontepretano Eduardo Baptista faz questão de contrariar a lógica e insiste na escalação do meio-campista Maycon, embora desta vez o atleta tenha se esforçado e não decepcionou.

Porque os avanços consistentes do lateral-esquerdo Reinaldo ainda não voltaram a acontecer. Porque sem um organizador, como Thiago Galhardo, o time vive de alguns lampejos ofensivos, um deles a individualidade do atacante Rhayner, que soube dar acabamento à jogada do primeiro gol pontepretano, originado inicialmente por falha do lateral Diego Renan, que perdeu bola controlada e a Ponte soube aproveitá-la no desdobramento da jogada, aos 24 minutos.

ERRO GROTESCO

O segundo gol, então, foi fruto de um erro grotesco do zagueiro Ramon que fazia a proteção da bola para interceptação do goleiro Fernando Miguel, que errou o chute. Aí a bola ficou limpa para o volante Wendel, da Ponte, que acompanhava a jogada, e só a empurrou pra rede aos 36 minutos.

É certo, também, que durante todo o primeiro tempo o Vitória não assustou o goleiro Aranha do time mandante. E não assustou porque a defesa pontepretana jogou sério e não deu chances aos atacantes Zé Love e Kieza.

Com o placar construído, a preocupação da Ponte Preta no segundo tempo foi se resguardar e explorar contra-ataques.

POTKKER

Acertadamente Eduardo Baptista colocou em campo o veloz Potkker no lugar do já cansado Rhayner. E numa jogada puxada pela direita por Potkker, o goleiro Fernando Miguel praticou a única defesa de registro no segundo tempo, do time pontepretano.

Assim, o cenário com o Vitória atacando mais no segundo tempo não implicou em chances criadas, exatamente pela marcação segura da Ponte Preta.

Portanto, exceto a transpiração e aceitável aproveitamento em falhas adversárias, a Ponte foi quase a mesma das últimas rodadas.

Como vencer significa retomada de confiança e tranquilidade para sequência do trabalho, ela precisa se escorar nisso para somar pontos nas rodadas subsequentes, que lhe possam dar classificação confortável na competição.

Libertadores? Não. A Ponte não tem bola para tanto, embora a modalidade seja imprevisível. Uma caixinha de surpresa.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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