Quais as semelhanças entre os treinadores Eduardo Baptista e Felipão?

Ambos são centralizadores, turrões e ignoram críticas

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

O que os treinadores Eduardo Baptista, da Ponte Preta, e Luiz Felipe Scolari, o Felipão, no futebol chinês, têm em comum? Ambos são centralizadores e turrões.

De repente privilegiam jogadores contestáveis e os mantém entre os titulares nas equipes que dirigem, sem dar pelota para absolutamente ninguém. Felipão apostou no rústico atacante Hulk até morrer abraçado com ele na Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 2014, no país.

Eduardo Baptista ignora clamores de torcedores e mídia e crava cegamente o meio-campista Maycon entre os titulares da Ponte Preta.

Se há reconhecimento de que Maycon não decepcionou no jogo contra o Vitória, temos de convir que a escalação dele soou como privilégio questionável no elenco, visto que o garoto Matheus Jesus estava pedindo passagem para jogar.

Ainda diante do Vitória, se foi salutar a entrada em campo do atacante Potkker no segundo tempo, houve equívoco na escolha de quem deveria sair. O recomendável seria a permanência do atacante Rhayner, embora cansado, de que a insistência com o centroavante Roger que não correspondia.

Se Felipão tem forma explosiva de lidar com atletas, e aos gritos mandava seu time bater em adversários, conforme documentado pelo Jornal Nacional da TV Globo em 2000, após derrota de seu então Palmeiras para o Corinthians, no mínimo Eduardo Baptista sugere que seus marcadores picotem o jogo do adversário, provavelmente com palavreado mais civilizado, visto que a Ponte Preta é uma das equipes que mais cometem faltas nesse Campeonato Brasileiro, refletindo em jogadores pendurados e suspensos a todo instante.

Claro que semelhanças entre Felipão e Eduardo Baptista terminam aqui. Enquanto um deles - embora contestado - foi campeão do mundo, o outro ainda engatinha no futebol. E cobra-se de quem engatinha uma dosinha de humildade para refletir nas críticas, em vez de não dar pelota para elas.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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