Foi o Guarani quem sugeriu jogos com início às 19h30, na década de 90

Raul Celestino Soares Júnior levou a proposta à Federação Paulista de Futebol

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Começo o tema pedindo socorro aos parceiros, para que possamos informar corretamente.

O Guarani já participou de jogos no Estádio Brinco de Ouro com início às 21h de um domingo? Não me lembro. Já jogou às 19h30 de domingo, principalmente neste horário de verão. Como visitante, enfrentou o ABC às 21h domingo passado.

Na década de 80, quando eu ainda era repórter de rádio, fiquei uma semana no Rio de Janeiro defendendo o prefixo da Rádio Nova Sumaré em dois jogos da Ponte Preta, contra Bangu e América (RJ), e um do Guarani, diante do Botafogo, no Estádio do Maracanã, com início às 20h.

Então, alguém lembra de algum jogo do Guarani em Campinas com início às 21h?

HORÁRIOS ALTERNATIVOS

Década de 60, a Federação Paulista de Futebol programava jogos no período da tarde às 15h30. Jogos noturnos começavam às 21h e 21h15. Houve época em que experimentalmente foi adotado o horário das 20h15 para início de jogos às quartas-feiras, provavelmente na década de 70.

Se você não sabia então fique sabendo que foi o Guarani quem sugeriu o experimento do horário das 19h30 para início de jogos no meio de semana.

Quando presidente do Conselho Deliberativo do clube, na década de 90, Raul Celestino Soares Júnior foi ironizado pelo então presidente da Federação Paulista de Futebol, o saudoso Eduardo José Farah, ao apresentar essa proposta durante reunião do Conselho Arbitral.

- Você tá louco, Raul. O torcedor vai sair correndo do trabalho para um campo de futebol? Esqueça”, contestou o dirigente da entidade.

A queda de público nos estádios paulistas fez Farah repensar na proposta de Raul, e o avisou que faria a experiência. Deu certo em São Paulo e o restante do país copiou a ideia.

Tá vendo? Pena que hoje o futebol carece de dirigentes de longo alcance como Raul Celestino, para propostas sugestivas.

A coluna pauta por posições críticas, mas não deixa de contar histórias do futebol e reconhecer o ‘pai da criança’ para coisas como esse consagrado horário das 19h30.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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