Ponte Preta e Chapecoense falham no empate por 2 a 2 em Santa Catarina

Time catarinense explora lado direito defensivo pontepretano

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Quatro falhas, quatro gols. Assim se caracterizou o empate por 2 a 2 entre Ponte Preta e Chapecoense na Arena Condá, em Santa Catarina, na tarde deste domingo.

Ambos colocaram em prática um estilo de jogo bem parecido: duas linhas de quatro com marcação atrás da linha da bola para combater o adversário. Recuperando-se a posse da bola, as propostas foram jogadas em velocidade ou, na hipótese de não haver brecha para investida, rodar a bola à espera do momento para a tacada decisiva.

Duas situações foram decisivas para que os gols saíssem. A Chapecoense descobriu um atalho no lado esquerdo de seu ataque através de Tiaguinho, ora levando vantagem no confronto direto sobre Nino Paraíba, ora explorando jogadas de velocidade nas costas dele, para que o duelo direto fosse com o zagueiro Douglas Grolli, que saía sucessivamente na cobertura.

Eis aí um erro de posicionamento do time pontepretano, visto que o ideal seria a fixação do volante João Vitor para a cobertura do setor.

Assim, com aquele desenho tático, Tiaguinho ganhou na corrida de Grolli nos lances que determinaram os dois gols da equipe catarinense, aos 11 e 43 minutos do primeiro tempo.

Quando o treinador pontepretano Eduardo Baptista acordou aos 36 minutos do segundo tempo para colocar o lateral Jefferson, com finalidade de chegar o setor, já nem era mais necessário, visto que Tiaguinho, que havia corrido bastante, estava cansado.

ZAGA DA CHAPECOENSE

Por sorte da Ponte, também foi explorado o vulnerável miolo de zaga da Chapecoense em dois gols, com desdobramento em duas cobranças de escanteio. O zagueiro Fábio Ferreira, livre, testou aos 33 minutos do primeiro tempo, e Roger, após bola escorada por Potkker, a empurrou para a rede aos dez minutos do segundo tempo.

Afora isso, paradoxalmente a Ponte só ameaçou o gol da Chapecoense nos acréscimos, quando Nino Paraíba apareceu livre e exigiu defesa difícil do goleiro Danilo.

Os catarinenses também ameaçaram muito pouco. Tiaguinho, novamente nas costas de Grolli, se precipitou em conclusão e perdeu chance. Antes disso, o goleiro Aranha praticou defesa difícil em chute de Biteco.

JOGO TRUNCADO

Em jogos de equipes que que privilegiam a forte marcação, a tendência natural é que sejam truncados, sem beleza plástica, e aposta no erro do adversário.

O resultado foi melhor para a Ponte Preta que por duas vezes correu atrás do resultado.

O sinal está ligado para a queda de rendimento de jogadores da Ponte Preta.

O lateral-esquerdo Reinaldo tem atacado bem menos. O atacante Clayson já não consegue criar jogadas pelos lados do campo. A instabilidade de Grolli é explicada porque não era o mais indicado para acompanhar jogador veloz como Tiaguinho. E é natural que o rendimento do volante Matheus Jesus, recém-saído dos juniores, oscile.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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