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Artigo Clodoaldo Dechichi: Altitude: Quem assume o risco?


Publicado na terça-feira,
18 de março de 2008

Campinas, SP, 18 (AFI) - O futebol Sul-americano atualmente disputa uma batalha polêmica na área desportiva. Jogar na altitude traz realmente sério risco à saúde dos jogadores? Esta é uma discussão que parece não ter limites. Os dirigentes de clubes de países de altitudes relevantes na América do Sul tentam argumentar que não. Já os dirigentes de clubes de países de altitudes baixas, como o Brasil, procuram mostrar os efeitos maléficos à exposição dos futebolistas em jogos realizados em altitudes elevadas.

Não faltam argumentos políticos a ponto de presidentes dos países envolvidos tecerem comentários, direcionando para uma jogada política de “boa vizinhança”. Enfim, esta é uma discussão que ainda poderá durar muito tempo.

A decisão da FIFA de dezembro de 2007, em Tóquio, Japão, em limitar jogos internacionais de futebol em estádios localizados a mais de 2.500 metros de altitude, para jogos entre seleções, sem uma aclimatação prévia dos visitantes, provocou a chamada “guerra” andina, ao qual fazem parte Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.

A FIFA argumenta e demonstra com razões médicas que jogos praticados em altitudes elevadas colocam em risco a saúde dos atletas, recomendando à Conmebol que está regra seja adotada também para partidas entre clubes de futebol. Entretanto, dirigentes, treinadores e jogadores dos países andinos contestam, tentando argumentarem o contrário.

Neste ambiente de manifestações favoráveis e contrárias, as entidades internacionais, notadamente a Confederação Sul-americana, representada pela Conmebol, entidade que organiza todos os campeonatos futebolísticos que envolvem os países da América do Sul, sediada na cidade de Luque (próximo da capital Assunção/Paraguai) incendiou a polêmica, caminhando em sentido contrário à reafirmação e recomendação da FIFA tomada anteriormente, realizando as disputas de jogos internacionais em altas altitudes, notadamente na Copa Libertadores da América, versão 2008.

São integrantes da ‘Conmebola’: Associação de Futebol Argentino, a Federação Boliviana de Futebol, a Confederação Brasileira de Futebol, a Federação de Futebol do Chile, a Federação Colombiana de Futebol, a Federação Equatoriana de Futebol, a Associação Paraguaia de Futebol, a Federação Peruana de Futebol, a Associação Uruguaia de Futebol e a Federação Venezuelana de Futebol.

Clubes brasileiros enviaram um manifesto contrário à decisão de se manter a realização de jogos em alta altitude nas disputas da referida Copa. O Comitê Executivo da Fifa, em reunião realizada no dia 14 de março de 2008, em Zurique/Suíça, reafirmou (ratificou) a decisão tomada anteriormente (em dezembro/2007).

Neste mundo de desencontros do futebol parece que a ordem é “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, mas esqueceram de determinar “quem assume o risco” quanto à exposição do futebolista em grandes altitudes.

A administração artificial de oxigênio em futebolistas para minimização dos efeitos das altas altitudes torna-se recomendável.Clubes que disputam a Libertadores 2008:
Atualmente o Cruzeiro-MG, Flamengo-RJ, Fluminense-RJ, Santos-SP e São Paulo-SP disputam a Libertadores da América de 2008. Destacam-se nos gráficos abaixo asaltitudes das cidades dos respectivos clubes disputantes.

Cidades que possuem altitude acima de 1.500 mestros
Estudiosos em exercícios físicos em ambientes hipobáricos ou em hipoxia relatam quealtitudes até próximas a 1.500 metros parecem ter pouca influência na performance dosatletas. Na tabela abaixo estão relacionadas todas as cidades e os respectivos países que possuemaltitude acima de 1.500 metros, que disputam a Copa Libertadores da América 2008. Em ordem decrescente de altitude são elas:

Potosí (Bolívia); Oruro (Bolívia); Cuzco (Peru);Quito (Equador); Cuenca (Equador); Cidade do México (México); Medellín (Colômbia) eGuadalajara (México).

A ciência desportiva e os riscos da altitude:
O futebol de alto rendimento cada vez mais exige dos atletas uma eficiência de suacondição atlética dentro do campo de jogo, cujo desenvolvimento físico provoca grandesadaptações fisiológicas, cárdio-respiratórias, endócrinas, neuro-musculares, renais, alteração de predominâncias de substratos energéticos, predominâncias metabólicas para a produção de energia, etc.

Maughan, Gleeson e Grenhaff (2000) relatam que a queda na liberação de oxigênio (e desubstrato) para o músculo leva à dependência de carboidrato para a manutenção daintensidade necessária ao exercício, tanto aerobiamente como anaerobiamente. Exercíciosem alturas, em que a pressão parcial de oxigênio é menor que ao nível do mar, também reduzem o oxigênio fornecido ao músculo de trabalho, resultando em aumento nacontribuição de carboidratos e da fonte de energia anaeróbia durante exercício intenso.

O futebolista depende muito do oxigênio para suportar as exigências do treinamento e dasdemandas físicas dos jogos de competição. Para isto, a captação, saturação, transporte e utilização do oxigênio desde a inspiração, difusão pulmonar até o abastecimento dos tecidos, músculos e sistema nervoso dependem muito das pressões externas do oxigênio (O2) do ambiente em que o atleta se encontra, bem como das pressões parciais internas deoxigênio do corpo humano (gradiente de pressão interna parcial entre o sangue e ostecidos).

Ao nível do mar a pressão barométrica é igual a 760 mmHg, o que facilita a troca gasosa realizada pelo pulmão com o ambiente externo: na expiração elimina-se dióxido de carbono (CO2) e na inspiração o oxigênio se liga com maior eficiência à hemoglobina (saturação de 98% ao nível do mar), permitindo-se maior facilidade de abastecimento dos tecidos doorganismo.

Deste modo, o futebolista ao desempenhar suas ações e deslocamentos numa partida realizada ao nível do mar, ele certamente poderá produzir performance num ambientefavorável as suas respostas fisiológicas. À medida que o futebolista realiza ações de jogo em locais mais altos, a pressão barométrica torna-se menor, tornando o ar mais rarefeito.

Isto significa que, em altitudeselevadas, a pressão de oxigênio do ambiente é reduzida, o que dificulta a captação deoxigênio pelos pulmões, diminuindo a saturação do oxigênio inspirado à hemoglobina, responsável pela ligação, transporte e abastecimento de oxigênio por todo corpo humano.

Como a quantidade de moléculas de oxigênio num determinado volume de ar é menor nasaltitudes mais elevadas, mais ar deve ser inspirado para suprir a mesma quantidade de oxigênio de uma respiração normal, ao nível do mar, objetivando aportar um maior volumede ar. Portanto, respira-se maiores volumes de ar na altitude porque o ar é mais denso.

O futebolista que não está “habituado” a altas altitudes, ao executar sua atividade de jogo em ambiente de altitude elevada (ambiente hipobárico ou de hipoxia cuja pressãoatmosférica é caracterizado pela baixa pressão parcial de oxigênio) terá sua performance prejudicada, podendo provocar riscos ou prejuízo a sua saúde.

Competições esportivas em altitude tem sido associadas tradicionalmente aocomprometimento do desempenho, com grande preocupação à sobrecarga de trabalho do coração do atleta, o que pode ocasionar a ocorrência de morte súbita, em caso de anomalias cardíacas e intensidades prolongadas de trabalho acima dos limites suportáveis desegurança.

Deste modo, problemas clínicos podem ocorrer nas altitudes elevadas,destacando-se mais uma vez o coração do futebolista. Caso o atleta apresente anomalia não detectada anteriormente, no funcionamento das câmaras cardíacas, terá seu quadroagravado neste ambiente desfavorável, podendo ocorrer até mesmo a morte súbita deste jogador, até mesmo em situação de repouso (sem atividade de esforço).

Wilmore e Costill (2001) relatam que a pressão barométrica encontra-se reduzida naaltitude, caracterizando uma pressão parcial de oxigênio (PO2) baixa, limitando a difusão pulmonar e o transporte de oxigênio para os tecidos. Isso reduz a liberação de oxigênio para os tecidos do organismo, resultando em hipoxia (deficiência de oxigênio).

Embora a pressão atmosférica varie, vale destacar que a porcentagem dos gases do ar querespiramos permanece inalterada do nível do mar à altitude elevada. Em qualquer elevação, o ar sempre contém 20,93% de oxigênio, 0,03% de dióxido de carbono e 79,04% denitrogênio. Somente as pressões parciais se alteram.de líquido nos pulmões/acima de 2.700 m) e o edema cerebral (acúmulo de líquidointracraniano/acima de 4.000 m) podem ocorrer à medida que a altitude seja muito elevada, pela subida rápida e com a suscetibilidade do futebolista, provocando confusão mental e coma (Wilmore e Costill, 2001).

Para suprir esse menor transporte de oxigênio, causado pela queda na PO2, o corpo tomasoluções (se adapta) a curto prazo (aclimação) e a longo prazo (aclimatação). Segundo Wilmore e Costill (2001), a “aclimação” representa as alterações, ajustesfisiológicos, que ocorrem imediatamente à exposição à altitude elevada: hiperventilação e maior resposta cardiovascular.

Na “aclimatação” as alterações fisiológicas estão relacionadas com o tempo de adaptação à altitude, através de ajustes fisiológicos como as adaptações celular, melhor equilíbrio ácido-básico, alterações hematológicas (maior produção de hemácias e, conseqüentemente, hemoglobinas), alterações no peso e na composição corporal.Nas primeiras 24 horas de chegada à altitude elevada, a condição física do futebolista piorapor causa das respostas fisiológicas à altitude, como a desidratação e os distúrbios do sono.

Os fisiologistas do futebol recomendam uma aclimatação em altitude elevada, no mínimo, de 4 a 6 semanas. Antes da partida para a alta altitude recomenda-se várias semanas detreinamento aeróbio ao nível do mar visando-se aumentar a capacidade aeróbia dofutebolista, representada pelas características de suas curvas ventilatórias (VO2max).

Vale observar, que isto poderá proporcionar minimização dos efeitos maléficos da alta altitude. Segundo Foss e Keteyan (2000), o período de aclimatação depende da altitude em que apessoa (o futebolista) estará exposto: por exemplo, a 2.700 metros cerca de 7 a 10 dias; a3.600 metros 15 a 21 dias; para 4.600 metros 21 a 25 dias.

Além das alterações na pressão atmosférica, a altitude modifica também a temperaturaambiente, reduzindo-se numa taxa de aproximadamente 1°C para cada 150 m de subida (elevação). A combinação de temperatura baixa e de ventos fortes na altitude cria um sério risco de distúrbios relacionados ao frio, como a hipotermia e as lesões causadas peloresfriamento pelo vento.

As temperaturas baixas e o ar seco na altitude promovem a desidratação. Uma perda de grande volume de água corporal é verificada pela evaporaçãorespiratória provocada pelo aumento da freqüência respiratória, bem como uma perda evaporativa de água através da transpiração.

O risco de desidratação pode ser maior naaltitude, devido à baixa umidade do ar, à diurese aumentada nas primeiras horas deexposição. Há também elevação da radiação solar. A respiração (ventilação pulmonar) de um futebolista se encontra em altitude é aumentada,tanto em repouso quanto durante o jogo (em esforço).

Há um aumento da eliminação dedióxido de carbono, elevando o pH do sangue (alcalino), caracterizando uma condiçãoconhecida como alcalose respiratória. Nestas condições os rins excretam mais íonbicarbonato, responsável pelo tamponamento do ácido carbônico, reduzindo a capacidadede tamponamento do sangue (redução da eliminação de parte do “lixo celular” ou metabólitos) (Costanzo, L.S., 2005).

Singi (2007) descreve que o equilíbrio ácido-básico corpóreo depende da manutençãoconstante da concentração de hidrogênio nos líquidos corporais, envolvendo tampões doslíquidos corporais, centros respiratórios, excreção e reabsorção renal. A altitude altera o mecanismo de equilíbrio ácido-básico: na alcalose respiratória (situação em altitudeelevada) a filtração de bicarbonato é maior do que a secreção de hidrogênio. Deste modo obicarbonato é excretado pela urina para reequilibrar o pH.

Segundo Buss e Oliveira (2006), na altitude há um aumento na geração de lactato, uma queda do pH e uma taxa de fadiga aumentada (WYATT, FB; McCARTHY, JP; NEASON,MV; WELCH, BS, 2002) e, como conseqüência, a qualidade do estímulo do treinamento é reduzida, e muitos atletas podem até obter uma regressão do desempenho esportivo com oexercício em condições de hipóxia.

Outra ocorrência verificada quando da atuação do futebolista nas grandes altitudes é aredução de sua capacidade aeróbia máxima denominada VO2max (volume de oxigêniomáximo), que consiste na captação, transporte e utilização de oxigênio pelo sistema aeróbiona produção de energia. O VO2max diminui numa taxa progressivamente maior (exponencialmente) à medida que o PO2 (pressão parcial de oxigênio) cai com o aumentoda altitude.

O sistema cardiovascular torna-se cada vez mais “estressado” na altitude, tal como o sistema respiratório. Para compensar a diminuição de PO2 que acompanha o aumento daaltitude, o coração é sobrecarregado, trabalhando com mais intensidade, caracterizando ahiperventilação (aumento da frequência respiratória), uma forma compensatória de obtermais oxigênio, eliminando-se dióxido de carbono (troca gasosa).

Além de problemas clínicos que podem ocorrer nas altitudes elevadas como complicações cardíacas, mesmo com pessoa em repouso, sintomas das doenças agudas como redução doapetite e consumo alimentar, cefaléia, náuseas, vômitos, dispnéia (dificuldade respiratória), desequilíbrio no padrão respiratório e insônia começam nas primeiras horas após a chegadana altitude elevada. Outros sintomas mais graves (letais) como o edema pulmonar (acúmulo

A performance dos clubes brasileiros na elvada altitude para a manutenção do esforço.

A hiperventilação também é antecipada, comparada aotrabalho em nível do mar. Deste modo, indicadores de sobrecarga cárdio-respiratória sãoverificados.A ciência desportiva aponta claramente para um desgaste fisiológico do futebolista emesforços nas altas atitudes, o que leva a um comprometimento de performance epreservação da saúde destes atletas.

Alguns atletas poderão sentir mais o ambiente daelevada altitude, outros poderão sentir pouco menos. Apesar da possível minimização, osefeitos maléficos do ambiente hipobárico são inevitáveis. Lembramos que as respostas aos esforços dos futebolistas são diferenciadas e individuais.

Vários são os fatores: características individuais atléticas, os fatores fisiológicos, bioquímicos e nutricionais, astáticas de jogo empregadas, as funções táticas e condições psicofísicas do atleta, a forma e emprego da recuperação (ativa ou passiva) entre esforços intermitentes, as condiçõesclimáticas e ambientais, bem como situações de campo influenciam na performance.

A capacidade aeróbia e o limiar anaeróbio do atleta do futebol de alto rendimento parecem estar relacionados com sua característica física individual, treinamentos e adaptações, especificidade da posição tática e solicitações energéticas específicas, direcionando paradesempenhos diferenciados nos aspectos quantitativos e qualitativos em comparação aosatletas de outras funções táticas (DECHICHI, C.; 2004). Para os clubes brasileiros que disputam a Copa Libertadores da América, versão 2008,Cruzeiro, Santos e Flamengo tem uma missão sobre-humana de enfrentar os sérios riscos da altitude elevada, enquanto que o Fluminense também encontra contra si os efeitosmaléficos da altitude.

Melhor “sorte” tem o São Paulo, pois, dos clubes brasileiros, é o quetem o confronto em ambiente hipobárico de menor intensidade, mas ainda há a presença de tal desconforto. Esperamos que as autoridades futebolísticas cheguem a um bom senso chamado “consciência desportiva” e que possam levar em consideração a condição mais importanteda competição: a preservação da saúde do futebolista.

A FIFA já iniciou algumas medidas cabíveis importantes. Esperamos que o assunto seja tratado como importância de primeiraordem.

Referência Bibliográficas
BUSS, C.; DE OLIVEIRA, A.R. Nutrição para os praticantes de exercícios emgrandes altitudes. Rv. Nutr. Campinas, 19(1): 77-83, jan./fev., 2006.• COSTANZO, L.S. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. • DE FARIA, A.P.; DEHN, A. L.; FILHO, E.L.; DE ASSIS, G. M.; PINTO, P.R.B.;SALVI, R.C. Treinamento na altitude. Movimento & Percepção, Espírito Santo doPinhal, SP, v.5, n.6, jan/jun. 2005. • DECHICHI, C. Recuperação de atletas do futebol de alto rendimento em esforços intermitentes: aspectos fisiológicos e bioquímicos. Faculdade de Educação Física.Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, 2004.• FOSS, M.L.; KETEYIAN, S.J. Bases fisiológicas do exercício e do esporte. Rio deJaneiro: Guanabara Koogan, 2000.• MAUGHAN, R.; GLEESON, M.; GREENHAFF, P.L. Bioquímica do exercício e dotreinamento. São Paulo: Manole, 2000.• SINGI, G. Fisiologia dinâmica. São Paulo: Atheneu, 2007.• WILMORE, J.H.; COSTILL, D.L. Fisiologia do esporte e do exercício. São Paulo:Manole, 2001


Abaixo segue relacionado a estimativa de performance ou percentual de perdas que osfutebolistas dos clubes brasileiros poderão sofrer em seus respectivos jogos na altitude.

• Observação 1: acima de 1.600 m o VO2max diminui aproximadamente 11% para cada aumento de 1.000 metros (WILMORE e COSTILL, 2001).• Observação 2: o VO2max em grandes altitudes é reduzido em cerca de 3% a 3,5% para cada 300 metros de ascensão acima de 1.500 metros (BUSKIRK et al., 1967, apud FOSS e KETEYIAN, 2000).

Considerações finais
A ciência desportiva tem mostrado que a exposição de futebolistas não habituados a altitudes elevadas pode ocasionar sérios riscos a saúde destes praticantes.

Algumas medidas como treinamentos aeróbios de várias semanas ao nível do mar; aclimatação adequada,incluindo-se as adaptações em altitudes intermediárias até a chegada na maior altitude; bem como a administração de dieta rica em carboidratos; hidratação constante e administração artificial de oxigênio nos atletas são providências indispensáveis na minimização dosefeitos maléficos das altas altitudes.

Uma ferramenta muito útil que pode auxiliar na determinação dos atletas mais indicados para esforços em ambientes hipobáricos, antes daviagem, é o teste de VO2max (volume de oxigênio máximo) na esteira. Seus resultadosindicam a capacidade aeróbia de cada atleta, bem como os limiares ventilatórios L¹ e L²(limiares anaeróbios) e o ponto de exaustão, tudo isso representando a capacidade deproduzir energia.

Futebolistas que apresentam maior capacidade aeróbia e o intervalo L¹ eL² mais prolongados provavelmente poderão sentir menos os efeitos maléficos das altas altitudes, visto que nesta condição de ambiente os limiares L¹ e L² serão deslocados para aesquerda, demonstrando a diminuição da produção aeróbia. A predominância de substratosmitocondriais (ácidos graxos) ocorre até o atleta atingir seu L¹, a partir deste ponto oglicogênio muscular direciona-se para predominância do substrato metabólico, essencial Mais de Clodoaldo Dechichi:
Trabalhos realizados em clubes de futebol: Paulista F.C. (assessoria em fisiologia na preparação física da equipe profissional para as disputas de jogos na altitude da Copa Libertadores da América-2006); Labex-Laboratório de Bioquímica do Exercício/Unicamp (colaborador em exames sanguíneos de atletas do futebol em análises bioquímicas-2006); A.A. Ponte Preta (observador e colaborador da preparação física da equipe profissional nas disputas dos Campeonatos Paulista e Brasileiro-2004 a 2007); A.A.Ponte Preta (desenvolvimento de trabalhos científicos através de interpretação e análise eletrocardiográfica de jogadores das Categorias de Base-2006); Campinas F.C. (auxiliar da preparação física e auxiliar técnico da equipe profissional-2002); A.Portuguesa de Desportos (estágio na preparação física e preparação técnica da equipe Juniores-2001); Paulista F.C. (assessoria na Categoria de Base/Junores-2000); Guarani F.C. (assessoria na Categoria de Base/Juvenil e Infantil-2001); São Paulo F.C. (assessoria na Categoria de Base/Juniores-2000). Trabalho Atual: “O fisiologista coordenando performance na equipe profissional e nas equipes de base de clube de futebol”

Função: Fisiologista e Bioquímico do Futebol; Preparador Físico; Auxiliar Técnico.



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Agência Futebol Interior
 
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