


Americana, SP, 11 (AFI) - O futebol é um mundo de alegria para os jogadores, mas muitos deles acabam a vida sozinhos, abandonados pela família e amargurados com a vida. É o que aconteceu com Bidon, ex-zagueiro na década de 60 do Guarani, Ponte Preta e Palmeiras, entre outros clubes, que foi encontrado morto, neste sábado, na cidade de Americana. No interior ele teve passagens por Internacional de Limeira e XV de Piracicaba. Bidon também teve uma passagem pelo Curitiba-PR e jogou no México.
Aos 76 anos, Bidon foi encontrado sozinho em sua casa depois que vizinhos pediram o auxílio do Corpo de Bombeiros para arrombar a porta. Segundo os bombeiros, Bidon já estaria morto há três dias, porque seu corpo já estava com sinais de decomposição.
Carreira vitoriosa
Bidon foi um zagueiro vigoroso do interior paulista nos anos 1950/1960. Em seu melhor momento fez dupla de zaga com Heraldo, no Guarani, onde ainda jogou ao lado de Fifi, Beluomini, João Leal Neto, entre outros. Vestiu as camisas de Ponte Preta, Inter de Limeira, Portuguesa, Jaboticabal e tantos outros times e, ao encerrar carreira, fixou-se em Americana e virou treinador de futebol.
Inicialmente no extinto Americana e depois no Rio Branco, onde comandou grandes esquadrões do Tigre na Divisão Intermediária de São Paulo no final dos anos 1970 início dos anos 1980.
Pouca gente sabe, mas quando Bidon estava decolocando como treinador, simplesmente foi para o Norte do Brasil procurar ouro em Serra Pelada. Voltou, mas não encontrou mercado para continuar dirigindo times no interior paulista.
Em 2006 o radialista Edmar Ferreira da Rádio Educadora de Limeira, escreveu sobre Bidon para o Futebol Interior:
Veja aqui a reportagem completa do jornalista Edmar Ferreira

Foto acima de Bidon como treinador do Independente de Limeira no início dos anos 1980 - O primeiro em pé, de boné. Em Pé - Bidon (Treinador), Ari, Dirceu Pato, Fidélis, Wladimir, Claudinho e Silvinho. Agachados- Roberto Cruz, Zé Davi, Júlio Cesar, Antonione, Helinho e Pelé (massagista)