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Estudo aponta os 21 clubes mais ricos do Brasil. Confira!


Publicado na sexta-feira,
6 de julho de 2007

São Paulo, SP, 06 (AFI) - Por trás de um grito de gol, de um grande título, os clubes têm uma árdua tarefa administrativa e financeira para realizar. Anualmente, como qualquer empresa, os clubes apresentam seus resultados de déficits e superávits baseados no desempenho de segmentos chaves. Esse balanço final é chamado de receita.

Um projeto pioneiro no Brasil apresentou na última quinta-feira, os resultados do estudo das receitas dos 21 clubes mais ricos do Brasil. O trabalho ficou por conta da empresa Casual Auditores Independentes, da cidade de São Paulo, e apresentado num evento especial realizado no salão nobre da Federação Paulista de Futebol (FPF), zona oeste da capital.

Os estudos iniciaram em 2001, mas foram apresentadas apenas as comparações entre 2005 e 2006, mais atual. Finalizada em 30 de abril - data limite para entrega de informações e dados dos próprios clubes - dois clubes ficaram de fora do balanço atual por não terem atingido os critérios mínimos ou tempo limite para fechamento do ranking desse ano. Sendo assim, Vitória-BA e Juventude-RS ficaram de fora, cedendo lugar para Barueri-SP e Náutico-PE.

Média total das receitas
Em comparação com a média da receita total dos 21 clubes de 2005, houve uma redução de 7,3% em 2006. No primeiro, a receita bateu recorde com o valor de R$ 1.065,3 milhões, ou seja, atingiu a incrível marca do bilhão. Com a redução atual, o valor ficou em R$ 987 milhões.

Todo esse valor foi dividido entre regiões estratégicas do país onde estão os clubes. Sendo assim, o Estado de São Paulo, representado por oito clubes, tem o maior nicho representativo de 41% do total da receita brasileira. Os quatro cariocas atingem 20%, seguidos dos dois gaúchos com 16%. Os dois clubes mineiros contam com 11% dos recursos, seguidos dos três paranaenses, com 9% dos R$ 987,04 milhões em receitas geradas.

O que é analisado?
Para fazer a média da receita de um clube, a Casual Auditores analisou as principais fontes desses 21 clubes no ano de 2006. Dessa forma, a participação dos torcedores é muito pequena, apenas 8% do faturamento para um clube. Por outro lado, cotas de transmissão das emissoras de televisão têm forte presença com 29%, seguido de negociação de jogadores, com 23%.

Curioso é analisar que em 2005 houve uma troca em que a negociação de atletas, com 31%, contribuiu mais do que as cotas televisivas, 26%. Entre os apresentadores do estudo, o especialista em gestão de clubes de futebol da Casual, Amir Sommogi, que tratou de explicar umas das principais vantagens de 2005.

"Não podemos esquecer da venda de grandes nomes como Robinho, do Santos, Cicinho, do São Paulo, ou mesmo Fred, do Cruzeiro, ambos para a Europa por valores bem consideráveis", disse Sommogi.

Ranking
Outro representante da empresa Casual, especialista em contabilidade, Carlos Aragaki, apontou o São Paulo Futebol Clube como sendo o clube de maior receita do futebol brasileiro.

Dentre as principais causas do efeito de sucesso Tricolor, foram os títulos conquistados em 2005. Depois da conquista do Mundial da Fifa de Clubes, o São Paulo arrecadou R$ 500 mil em vendas de camisetas, dada a força do poder de royalties do clube cuja arrecadação alcançou R$ 3,85 milhões, maior valor gerado por um clube brasileiro com essa receita.

Em seguida, na ordem de mais para menos rico, estão Internacional-RS, Corinthians-SP, Palmeiras-SP, Flamengo-RJ, Atlético-PR, Cruzeiro-MG, Santos-SP, Fluminense-RJ, Atlético-MG, Cruzeiro-MG, Vasco-RJ, Botafogo-RJ, São Caetano-SP, Paraná-PR, Barueri-SP, Fiqueirense,SC, Ponte Preta-SP, Coritiba-PR, Guarani-SP e Náutico-PE.

Falta torcida
Um dos pontos mais discutidos foi os baixos índices do efeito bilheteria, representando a baixa presença dos torcedores nos estádios. Mesmo com um crescimento de 6% para 8% entre 2005 e 2006, a ocupação dos estádios no Brasil é irrisória.

"Se usássemos a média de todo o potencial dos estádios brasileiros, teríamos 46,2 mil torcedores por jogo. Porém, usamos 28% menos, com médias de público de 12.945 torcedores", diz Amir.

Para se ter uma idéia do preocupante quadro, só na Alemanha possui uma média incrível de 41 mil torcedores por jogo. Na Europa são utilizados os carnês em que o torcedor paga uma espécie de pacote para acompanhar todos os jogos do time durante uma temporada.

"Carnê antecipado é a solução no Brasil para aumento de público", defende o especialista.

Em contrapartida, o ex-vice-presidente do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa, diretor de planejamento do clube, diz que carnê não faz parte da cultura brasileira.

"É fora da nossa realidade. E se acontece de um jogo ser adiado como foi com o Maracanã para o Pan 2007", questiona o dirigente.

O diretor de futebol do Santos Futebol Clube, Dagoberto dos Santos, acredita que o torcedor vai ao estádio para ver espetáculo, independentemente do valor do ingresso.

"Faltam ídolos. Não adianta investir em espetáculos de qualidade se esses são realizados por ídolos, que cada vez mais cedo deixam o Brasil, porque lá fora (exterior) eles terão suas chances de defender outras seleções", reflete Dagoberto.

Convidado de honra
Também participaram do evento o diretor financeiro da Federação Paulista de Futebol, Rogério Caboclo, e o ex-governador do Estado de São Paulo José Maria Marín, que anunciou sua saída do cargo vigente de vice-presidente da FPF. Mais que isso, adiantou que vai assumir a vice-presidência da CBF e deve iniciar seu trabalho ao lado de Ricardo Teixeira a partir do próximo dia 16.

 
 
Diego Viñas
 
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