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Um empate na próxima rodada, contra o Bahia, em Salvador, confirma a vaga. Já o Ceará tem 64 pontos e precisará de uma vitória contra a Ponte Preta, no sábado, em Campinas, para comemorar.
Pressão e gols no fim! O Ceará começou a partida em um ritmo alucinante e, antes dos cinco minutos, já havia criado duas grandes oportunidades de abrir o placar. Logo no primeiro minuto, o lateral Fábio Vidal cobrou falta, no ângulo, e o goleiro Douglas espalmou a bola para fora. Aos quatro, o atacante Preto finalizou e o zagueiro Dão foi quem salvou, mandando pela linha de fundo.
Depois de dez minutos de muita pressão, o Guarani começou a sair mais para o ataque e diminuiu o desequilíbrio favorável aos donos da casa. O primeiro lance de perigo bugrino aconteceu aos 17 minutos. Após cobrança de falta da direita, o zagueiro Dão desviou na primeira trave e o também defensor Bruno Aguiar mandou rente ao travessão.
Pelos minutos seguintes, o Vozão continuou com maior volume de jogo, mas seguiu pecando no último passe. O time alvinegro continuou chegando com constância. Aos 29, por pouco não saiu o gol. Preto arriscou da entrada da área e carimbou a trave direita. No lance seguinte, o volante Michel foi quem chutou para outra grande defesa de Douglas.
Apesar das várias chances criadas pelos cearenses, foi o Bugre quem saiu na frente aos 46 minutos. O atacante Caíque bateu cruzado pela direita e, na segunda trave, o volante Léo Mineiro só teve o trabalho de completar. A festa alviverde, porém, durou pouco. Aos 48, o meia Geraldo desviou de cabeça e o zagueiro Anderson tocou na saída do goleiro.
Confusão no intervalo Após um primeiro tempo eletrizante, a confusão tomou conta do intervalo. Os jogadores do Guarani se revoltaram com o gol no finalzinho, alegando que Anderson estava em impedimento. Os atletas das duas equipes discutiram bastante na saída para os vestiários.
Na volta do intervalo, os ânimos continuaram exaltados e principal reclamação dos bugrinos era com a pressão que o técnico Paulo César Gusmão exercia sobre um dos auxiliares. As discussões só cessaram, após uma conversa entre o ártbitro Luis Antônio Silva dos Santos e os dois treinadores.
Apagão não esfria o jogo O início da segunda etapa foi mujito semelhante ao da primeira. O Ceará entrou com tudo em campo, tentando a virada logo no começo. Mas do outro lado estava uma muralha chamada Douglas. Aos cinco minutos, Fábio Vidal cobrou falta com categoria e o goleiro fez um verdadeiro milagre.
Um minuto depois, o lateral-direito Boiadeiro cobrou escanteio da direita. O volante Heleno subiu mais que a marcação e cabeceou para outra defesa do "camisa 1" bugrino. No rebote, Preto arriscou chute e a bola passou raspando a trave esquerda. Aos poucos, todavia, o Bugre tornou a equilibrar a partida, com uma marcação implacável.
Aos 19 minutos, a partida teve de ser paralisada por falta de energia elétrica. Depois de 46 minutos de muita espera, o jogo foi reiniciado. E quando a torcida alvinegra menos esperava, o volante Léo Mineiro aproveitou jogada de Ricardo Xavier e recolocou o Guarani em vantagem no placar, aos 27 minutos do segundo.
Logo após o gol alviverde, a partida voltou a ser paralisada. Após muita espera, novamente, os times voltaram a campo e, mesmo após a maior da torcida ter ido embora, o Ceará empatou. Aos 42 minutos, o volante João Marcos completou cruzamento, enganou Douglas e fechou o placar.
Próximos jogos Nas duas últimas rodadas, o Ceará terá pela frente a Ponte Preta, em Campinas, e o América-RN, em Fortaleza. Enquanto isso, o Guarani encerra sua participação contra o Bahia, em Salvador, e o Juventude, em casa.
Ficha Técnica
Ceará 2 x 2 Guarani
Local: Estádio Castelão, em Fortaleza-CE Renda: R$ 686.151,00. Público: 56.246 espectadores (51.399 pagantes). Árbitro: Luis Antônio Silva dos Santos-RJ Cartões Amarelos: Preto (Ceará); Dão, Cléber Goiano, Luciano Santos e Gláuber (Guarani) Gols: Anderson aos 48'/1T e João Marcos aos 42'/2T (Ceará); Léo Mineiro aos 46'/1T e aos 27'/2T (Guarani)
Ceará Lopes; Boiadeiro, Fabrício, Anderson e Fábio Vidal (Jorge Henrique); Heleno (Reinaldo), João Marcos, Michel e Geraldo; Preto (Sérgio Alves) e Mota. Técnico: PC Gusmão.
Guarani Douglas; Maranhão, Dão, Bruno Aguiar e Eduardo (Andrezinho); Luciano Santos, Cléber Goiano, Léo Mineiro e Caíque; Fabinho (Gláuber) e Ricardo Xavier (Nei Paraíba). Técnico: Osvaldo Alvarez (Vadão).
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