Onde Andam: Campeões mundiais pelo São Paulo em 92/93

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 09 (AFI) - Os dias 12 e 13 de dezembro trazem ótimas lembranças a todos os são-paulinos. Afinal, foram estes os dias que, no começo da década de 90, abriram espaço para o Tricolor no cenário mundial. Em 13 de dezembro de 1992, o Sampa bateu o Barcelona por 2 a 1, em Tóquio, e venceu seu primeiro título mundial. Quase um ano depois, em 12 de dezembro, venceu o Milan por 3 a 2 e sagrou-se bicampeão.

Confira:
Onde Anda: Fernando Baiano, ex-atacante de Corinthians e Inter

Pensando nisso, o Futebol Interior preparou um Onde Anda especial na semana em que o São Paulo comemora 17 e 16 anos de seus dois primeiros títulos mundiais. O Portal FI mostra onde estão todos os titulares das duas campanhas.

Em 92, o São Paulo chegou como azarão contra o Barcelona de Stoitchkov e Michael Laudrup. Começo perdendo, com um golaço do craque búlgaro, mas virou com dois gols de Raí. Ao final do jogo, o técnico holandês Johann Cruyff comparou o Tricolor a uma "Ferrari". O time jogou com: Zetti; Vítor, Adilson, Ronaldão e Ronaldo Luís; Pintado, Cerezo (Dinho), Raí e Cafu; Muller e Palhinha.

Um ano depois, o Tricolor voltou ao Japão novamente como zebra contra o Milan de Baresi e Maldini. Sem Raí, o time contou com os gols de Palhinha, Cerezo e Muller para bater os italianos, que fizeram seus gols com Massaro e Papin. A escalação desde jogo foi: Zetti; Cafu, Válber, Ronaldão e André Luiz; Dinho, Doriva, Cerezo e Leonardo; Muller e Palhinha (Juninho Paulista).

Confira onde estão os titulares:

Goleiro: Zetti - Revelado pelo Toledo-PR, o goleiro viveu a melhor fase de sua vida no São Paulo, onde foi acolhido após ser dispensado pelo Palmeiras. Jogou 426 jogos e foi o herói na conquista da Libertadores de 92, ao defender um pênalti de Gamboa, na decisão contra o Newell's Old Boys. Encerrou a carreira em 2001 e virou treinador. Seu último clube foi o Paraná, quando iniciou a campanha da Série B, mas atualmente está desempregado.

Lateral-direito: Cafu - Um dos jogadores mais vencedores de todos os tempos. Bicampeão mundial pelo São Paulo, foi descoberto por Telê Santana, que o elegeu como o coringa do time. No Morumbi, atuou de lateral, volante, meia e até atacante. Contra o Barcelona, foi meia ao lado de Raí, mas foi lateral contra o Milan. Vestiu também as camisas de Palmeiras, Juventude, Roma e Milan. Foi campeão do mundo pela Seleção Brasileira em 1994 e 2002, como capitão, e jogou a final de 98 também. Está aposentado, mas não descarta uma volta ao futebol em 2010.

Lateral-direito: Vítor - Um dos jogadores mais contestados daquele time, mas que foi vencedor em todos os clubes que passou. Venceu duas Libertadores pelo São Paulo, uma pelo Cruzeiro e outra pelo Vasco. Mas foi campeão mundial apenas pelo time do Morumbi. Foi titular na vitória sobre o Barcelona, em 92, mas não participou da partida contra o Milan, apesar de estar no elenco. Aposentado desde 2008, Vítor tem um projeto para crianças carentes em Artur Nogueira e também é dirigente de futebol.

Zagueiro: Adilson - Um dos jogadores preferidos de Telê Santana no início dos anos 90. Formou, ao lado de Ronaldão, a dupla de zaga na vitória sobre o Barcelona, mas não estava no time na conquista contra o Milan. Passou também por Flamengo, Guarani, Internacional, Bragantino, Juventude, Fluminense e Paraná. Aposentado desde 2000, é treinador de futebol, mas ainda não passou por um grande clube.

Zagueiro: Válber - Um jogador de alta técnica, apesar de defensor. Válber era um daqueles jogadores bad-boys, que chegava atrasado e arranjava muita encrenca para o treinador. Graças a Telê, foi chamado para a Seleção Brasileira várias vezes. Não jogou em 92, mas foi titular do São Paulo contra o Milan, ao lado de Ronaldão, em 93. Defendeu ainda Coritiba, Santos, Botafogo, Flamengo, Vasco e Fluminense, antes de encerrar a carreira no América-RJ, em 2006. Joga showbol atualmente.

Zagueiro: Ronaldão - Campeão do mundo duas vezes pelo São Paulo e uma pela Seleção Brasileira, mas sem marcar nenhum gols com nenhuma das duas camisas. O currículo de Ronaldão é um dos mais vencedores do futebol brasileiro. Era o homem de confiança de Telê na defesa, haja vista que foi o responsável por marcar Stoitchkov e Papin nas decisões do Mundial. O zagueiro também jogou por Shimizu-JAP, Flamengo, Santos, Coritiba e Ponte Preta. Atualmente, é diretor de futebol e empresário de jogadores.

Lateral-esquerdo: Ronaldo Luís - Um dos xodós do técnico Telê Santana no elenco são-paulino. Disputou várias finais, entre as quais a do Mundial de 92, contra o Barcelona. Salvou, ainda, um gol em cima da linha do time espanhol, ainda no primeiro tempo. Foi campeão também da Libertadores pelo clube, mas não jogou a final de 93. Foi revelado no América-MG e também jogou por Cruzeiro e Vasco. Aposentou-se com 28 anos, em 2000, e então passou a se dedicar ao seu projeto beneficiente, que ajuda crianças carentes em Contagem-MG.

Lateral-esquerdo: André Luís - Tem 35 anos e defende o Jaguares, do México. É, portanto, um dos poucos que ainda não se aposentou. Foi revelado na base do São Paulo e virou titular do time em 93, quando enfrentou o Milan, na vitória por 3 x 2. Após deixar o Morumbi, passou ainda por Corinthians, Tenerife-ESP, Cruzeiro, Olympique de Marselha-FRA, Fluminense e Santos.

Volante: Pintado - Jogador de pouca técnica, mas muita vitalidade, Pintado foi o cão de guarda são-paulino na vitória sobre o Barcelona. Seu estilo, porém, não o garantiu na vitória sobre o Milan. Marcou poucos gols no Morumbi e, depois de rodar por várias outras equipes, encerrou a carreira em 2003, pelo Santa Cruz. Virou técnico de futebol e, atualmente, dirige o Mirassol, que se prepara para disputar o Campeonato Paulista.

Volante: Doriva - Aposentou-se em 2008, por causa de um problema cardíaco, mas segue no meio do futebol. Sua carreira, porém, já estava consolidada. Chegou ao São Paulo em 91, mas só foi titular contra o Milan, dois anos depois. Venceu títulos como a Libertadores de 93, as Recopas de 93/94, a Supercopa de 93 e, claro, o Mundial. Jogou também por Atlético-MG e Porto-POR, além de integrar a Seleção Brasileira vice-campeã mundial em 98, na França.

Volante: Dinho - Assim como os colegas Cerezo e Pintado, Dinho é mais um volante campeão do mundo pelo São Paulo que virou treinador. Atualmente, ele comanda as categorias de base do Grêmio, na esperança de assumir um grande clube em breve. Campeão do mundo como reserva em 92 e como titular em 93, além de outras taças, Dinho marcou época também no Grêmio, onde foi campeão da Libertadores de 95 e do Brasileirão de 96.

Volante: Toninho Cerezo - O volante surgiu com tudo no futebol mineiro e chegou veterano ao São Paulo, após passagens por Atlético-MG, Seleção Brasileira e alguns clubes da Europa. Desembarcou no Morumbi após a conquista da Libertadores de 92, também a pedido de Telê Santana. Foi titular contra o Barcelona e contra o Milan, marcando um gol contra os italianos. Aposentou-se em 96, com a camisa do Cruzeiro, e logo depois virou treinador. Faz muito sucesso no Japão. No Brasil, dirigiu Sport, Vitória e Guarani.

Meia: Raí - Grande símbolo das conquistas das duas primeiras Libertadores, Raí foi o herói na vitória sobre o Barcelona, ao marcar os dois gols na virada por 2 x 1. Não esteve em campo contra o Milan, pois tinha se transferido para o PSG, da França. Campeão brasileiro e bi do Paulistão, Raí voltou ao São Paulo em 98, quando venceu mais dois títulos paulistas e se aposentou em 2000. Foi campeão do mundo pela Seleção em 94. Hoje, cuida da Fundação Gol de Letra, ao lado de Leonardo, e também atua no futebol como dirigente, empresário, olheiro e embaixador do São Paulo na Europa.

Meia: Leonardo - Não jogou em 92, mas foi o substituto de Raí na vitória sobre o Milan, um ano depois. Leonardo foi revelado pelo Flamengo e chegou ao São Paulo como lateral, mas virou meia nas mãos de Telê Santana. Foi campeão mundial pela Seleção, em 94, e vice, em 98. Jogou também por Kashima Antlers-JAP, PSG-FRA e Milan-ITA. Voltou ao São Paulo em 2001 e aposentou-se no Milan, em 2003. Desde julho, é o técnico do Milan.

Meia: Juninho Paulista - Ainda garoto, participou da vitória sobre o Milan, em 93. Juninho foi mais um achado de Telê Santana, que foi buscá-lo no Ituano. No São Paulo, ganhou projeção, foi convocado para a Seleção e vendido ao Middlesbrough, da Inglaterra, em 95. Rodou por Atlético de Madrid antes de voltar ao Brasil e jogar por Vasco e Flamengo. Voltou à Europa, mas regressou ao Palmeiras em 2005. Jogou também pelo Sidney, da Austrália, em 2008. Hoje, comprou as ações do Ituano, time que o revelou. Será o camisa 10 do time na disputa do Paulistão de 2010.

Atacante: Muller - Foi titular em todas as conquistas do São Paulo na década de 90: Paulista, Brasileiro, Libertadores e Mundial. Deu a assistência para o primeiro gol de Raí contra o Barcelona, em 93, além de marcar o gol da vitória sobre o Milan, em 93. Após deixar o Sampa, rodou por Santos, Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro e São Caetano. Encerrou a carreira no Tupi, em 2004, e desde então está ligado aos bastidores do futebol. Foi comentarista da Globo/Sportv, mas não vingou. Também tentou ser técnico, mas agora é dirigente.

Atacante: Palhinha - Atualmente, o ex-escudeiro de Muller e Raí é empresário de futebol, após tentar a carreira de técnico e também dirigente. Também atua de vez em quando no showbol, mas nada comparado ao que fez em campo pelo São Paulo. Foi indicado por Telê Santana em 92, após se destacar no América-MG. Foi bicampeão da Libertadores e do Mundial, além de outros títulos, sempre como titular. Encerrou sua passagem pelo Morumbi em 95, quando foi trocado por Belletti e Serginho. Foi campeão da Libertadores pelo Cruzeiro e encerrou a carreira em 2005 peloFarroupilha-RS.

Técnico: Telê Santana - Considerado um dos maiores técnicos da história do futebol brasileiro. Ex-ponta direita do Fluminense, virou treinador em 69, também pelo Tricolor das Laranjeiras. Seu primeiro grande título foi o Brasileirão de 71 pelo Atlético-MG. Dirigiu Flamengo, Grêmio e Palmeiras também, mas fez muito sucesso no São Paulo. Chegou em 90 e logo foi vice-campeão paulista. Depois, venceu o Brasileiro de 91 e os Paulistas de 91 e 92. Foi bi da Libertadores e do Mundial, entre 92 e 93. Venceu também as Recopas Sul-Americanas de 93 e 94. Encerrou a carreira em 96, graças à uma isquemia cerebral. Faleceu em abril de 2006, vítima de um derrame.