Onde Anda: Fabrício Carvalho, ex-atacante de Ponte e São Caetano

por Agência Futebol Interior

O início da carreira de Fabrício Carvalho é curioso. Em 1998, o jogador não foi aprovado em um teste pelo São Paulo, mas, com a ajuda do ex-lateral-direito Pablo Forlán, arranjou um clube no futebol uruguaio. Portanto, começou sua carreira profissional com a camisa do Villa Española Montevideo, do Uruguai. Ficou por lá durante um ano e depois acertou com o União Barbarense, para disputar o Paulistão de 2000.Campinas, SP, 04 (AFI) - A morte do zagueiro Serginho marcou o futebol brasileiro em 2004. Após sofrer uma parada cardíaca durante uma partida contra o São Paulo, o defensor indiretamente provocou uma mudança de atitude dos clubes do país. Foi a partir daí que casos como o de Fabrício de Carvalho Silva foram mais estudados. Hoje no Goiás, o atacante está totalmente recuperado de seu problema de coração, mas está sem espaço no time esmeraldino.

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Fabrício Carvalho teve poucas oportunidades e não se destacou, mas recebeu uma proposta para jogar no Nacional da Madeira, de Portugal. Fez alguns gols importantes, mas preferiu voltar ao Brasil no final do ano. De volta ao União Barbarense, foi vice-artilheiro do Paulistão de 2001, com 12 gols, o que despertou o interesse da Ponte Preta.

No Majestoso!
Assinou com a Ponte e se juntou ao elenco a partir do Brasileirão de 2001. Teve poucas chances no início, mas ganhou espaço a partir de 2002. Foi artilheiro do time nos Campeonatos Brasileiros que disputou, mas acabou deixando o Majestoso de uma maneira negativa. Em 2003, reclamou de salários atrasados e entrou na Justiça contra a Macaca. Acabou no São Caetano.

No Azulão, viveu o melhor momento de sua carreira. Comandado por Muricy Ramalho, Fabrício Carvalho foi o destaque do time na conquista do Campeonato Paulista de 2004, jogando ao lado de Anderson Lima (ex-Santos e São Paulo), Dininho (ex-Palmeiras), Mineiro (ex-Ponte Preta e São Paulo), Gilberto (Cruzeiro) e Marcinho (hoje no Atlético-PR).

Tanto sucesso fez o São Paulo sonhar com sua contratação. O atacante marcou 25 gols no ano, mas não pôde dar seqüência ao grande momento. Em janeiro de 2005, Fabrício descobriu que tinha uma arritmia cardíaca e foi obrigado a interromper a sua carreira.

A volta!
Foi liberado para jogar apenas fevereiro de 2007, quando deixou o São Caetano e assinou contrato com o Goiás. Ficou apenas um ano no Serra Dourada e se transferiu para a Portuguesa. Marcou gols na Lusa, mas não se firmou como podia. Sem espaço, deixou a rubro-verde em janeiro de 2009 para voltar ao Goiás, onde amarga a reserva de Iarley, Fernandão e Felipe.