Série B: Técnico do Vila Nova troca farpas na arquibancada e auxiliar detona diretoria

Suspenso, Guilherme Alves assistiu o jogo ao lado da torcida e se estranhou com um conselheiro do clube

por Agência Futebol Interior

Goiânia, GO, 21 (AFI) - O técnico Guilherme Alves não comandou o Vila Nova no empate por 2 a 2 com o Paysandu, no último sábado, porque cumpria suspensão, mas mesmo assim ele foi ao Estádio OBA e acompanhou o jogo da arquibancada. No meio da massa, apesar de ser bem recepcionado por torcedores, ele acabou se envolvendo em uma discussão com um conselheiro do clube.

Desde o momento em que chegou ao setor das arquibancadas, o treinador foi cercado por muitas pessoas, que o agradeciam pela campanha e pediam para tirar fotos. As cenas se repetiram na saída, depois do apito final, mas outro fato chamou atenção. Em um momento de exaltação, ele trocou farpas com o conselheiro Rodrigo Menezes.

Depois disso, ele foi retirado do local por seguranças do OBA para evitar que a confusão se alastrasse. Em entrevista coletiva após o jogo, o auxiliar Jorge Rauli, que comandou o time interinamente, aproveitou a oportunidade para mostrar sua indignação com a diretoria do Vila Nova.

“Essa confusão que vocês viram é o que eu e o Guilherme enfrentamos aqui todo dia. Gente dando pitaco o dia inteiro. Conselheiro querendo falar, dar opinião demais. Vejam se isso acontece lá no Goiás, no Atlético-GO... Vai fazer isso lá para ver. Só que nós batemos de frente e conseguimos enfrentar isso aí. A campanha não foi brilhante, mas conseguimos manter o clube na Série B”, explicou.

Guilherme Alves não esteve em campo para cumprir suspensão. (Foto: Divulgação / Vila Nova FC)
Guilherme Alves não esteve em campo para cumprir suspensão. (Foto: Divulgação / Vila Nova FC)

RELAÇÃO ABALADA
Rauli deixou bastante claro que a relação da comissão técnica com os dirigente é ruim desde o início do trabalho.

“É difícil trabalhar aqui dentro. Pessoas que não têm dinheiro para comprar cerveja querem ser presidente do clube. O Vila precisa ser levado a sério. Não é qualquer um que pode ser diretor ou presidente do Vila. A camisa do Vila é uma camisa fortíssima. O vila tem condições de brigar com Atlético-GO e Goiás, mas precisa se profissionalizar”, concluiu.

Rauli ainda disse que o comportamento nos bastidores do clube influenciaram diretamente no desempenho do time dentro de campo. Hoje, o elenco está com salários de outurbo e metade de setembro atrasados. Em protesto, os jogadores quebraram o protocolo e não se concentraram na sede antes do jogo.

“O Vila precisa se profissionalizar. Isso aqui é muita bagunça. O Vila é muito aberto. Isso é um pecado. Dirigir o Vila não é fácil. Eu e o Guilherme vimos isso de perto, o peso da camisa do Vila. Tivemos muita dificuldade quando precisamos fazer algumas mudanças. Mas vou ficar muito na torcida para o Vila melhorar”, disse.