Relatório de Romário na CPI aponta relações entre Del Nero e filho de Lula

Os dois trocaram e-mails e conversaram sobre negócios envolvendo a 'LFT' e a 'Sport Promotion

por Agência Estado

Brasília, DF, 23 - O relatório do presidente da CPI do Futebol, o senador e ex-jogador Romário, aponta para relações entre o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. O documento foi revelado nesta quarta-feira em Brasília.

"Existem comunicações que exigem cavadas averiguações, por exemplo entre Marco Polo Del Nero e Luis Claudio Lula da Silva, o 'Lulinha', filho do Lula, ex-Presidente da República, sobre negócios envolvendo a 'LFT' e a 'Sport Promotion'", indica o relatório.

Em um e-mail de 16 de agosto de 2011, Lulinha questiona o presidente da então Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, sobre possibilidades de negócios.

"Olá, presidente Marco Polo, tudo bem com o senhor?", diz o e-mail. "Gostaria de saber se tem alguma novidade com o projeto futebol feminino ou com nossa participação na Federação Paulista. Fico no aguardo. Grato. Luis Claudio Lula da Silva (Lulinha)."

Del Nero trocou e-mail com o filho do ex-presidente Lula.
Del Nero trocou e-mail com o filho do ex-presidente Lula.
No mesmo dia, Del Nero responde: "Já tenho alguma coisa, passe por aqui. Abraços. Marco Polo".

Já no dia 1.º de setembro, daquele mesmo ano, Lulinha faria novas propostas de negócios com o atual presidente da CBF. "Já conversei com o pessoal da Sport Promotion e fizemos um rascunho do projeto, gostaria de ir apresentar ao senhor", diz o filho de Lula.

No mesmo e-mail, ele completa com outra proposta. "Fora esse assunto, o que o senhor acha de fazermos as placas nos estádios de LED para a Série A, usando máxima tecnologia como é feito na Sul-Americana?", escreveu. Os dois acertaram de se ver no dia 13 de setembro daquele ano.

Mais cedo, o senador Romero Jucá também apresentou um relatório, bem mais brando, que se abstém em relação aos possíveis crimes cometidos por cartolas da CBF e sugere o simples repasse das informações para órgãos investigativos.