Hudson vê rodadas finais como teste para jogadores e admite São Paulo mais fraco

O jogador perdeu a posição de titular com a sequência de lesões que sofreu durante o ano

por Agência Estado

São Paulo, SP - Os jogadores do São Paulo têm consciência de que as duas últimas partidas pelo Campeonato Brasileiro podem servir como momento de avaliação do elenco por parte da comissão técnica e diretoria. Para o volante Hudson, todo mundo tem de mostrar serviço.

"O futebol te testa todo dia. São dois jogos e, por mais que não tenha importância significativa, qualquer oportunidade para mostrar sua qualidade é válida", disse.

A equipe enfrenta Atlético-MG, fora de casa, e Santa Cruz, em casa, nas duas rodadas finais. E muitos jogadores não devem ficar para o próximo ano, como Michel Bastos e Carlinhos. Outros, como Robson, Gilberto e Jean Carlos, ainda não mostraram bom futebol.

"Ainda temos dois jogos que podem definir muita coisa para alguns jogadores. Vamos encarar da maneira mais séria possível, para uma última boa impressão", afirmou Hudson.

Hudson admitiu o futebol fraco apresentado pelo São Paulo
Hudson admitiu o futebol fraco apresentado pelo São Paulo
O volante sofreu com lesões no segundo semestre e acabou perdendo a vaga na equipe. "Sofri as duas primeiras lesões na minha carreira, com uma ruptura de tendão, e voltei um mês e meio depois. Fiquei mais um mês com dores, até hoje sinto um pouco. Depois, tive lesão no músculo posterior da coxa. Mas foi o ano que mais joguei, quase sempre 90 minutos. Foi um ano de muita pressão, com desgaste físico e emocional muito grandes."

Hudson entende que a qualidade no São Paulo é menor do que quando chegou. "Nosso elenco se superou no primeiro semestre, aprendeu a jogar a Libertadores e fez isso muito bem. Sofremos duas perdas importantes, dois jogadores decisivos para a equipe, e caímos de rendimento. É um grupo reduzido. Em 2014, tinha seis jogadores na frente, de seleção brasileira, e hoje temos só o Michel e ele nem está jogando mais. Espero que em 2017 possamos vir muito mais fortes", concluiu.