Copa Paulista: São Paulo faz balanço positivo e diz que participação fortalece a base

Gerente e coordenador técnico são-paulina exaltam postura dos atletas e aprendizado após participação no campeonato profissional

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 17 (AFI) - O São Paulo encerrou a participação na Copa Paulista com motivos para comemorar. Pela primeira vez entre as quatro disputas do clube na história do torneio, o time conseguiu avançar para a segunda fase da competição, eliminando times tradicionais do cenário Estadual, e, principalmente, dando experiência para jovens jogadores, que tiveram oportunidade de atuar em um torneio profissional. Lembrando que o clube usou um plantel de juniores no campeonato, disputado por profissionais.

Em 2003, 2004 e 2005, participações anteriores na competição, o Tricolor não havia passado da primeira fase, ficando em 24º, 28º e 22º lugar, respectivamente. Desta vez, com 15 pontos na primeira fase, no grupo 3, avançou de fase, eliminando os tradicionais Paulista, Ituano e Juventus. Na fase seguinte, em um grupo forte, viu o São Caetano e o Rio Claro avançarem de fase, acabando em décimo segundo no geral. Rodolfo Canavessi, gerente de Futebol de Base Tricolor, avaliou a participação do São Paulo e destacou muito pontos positivos.

"A Copa Paulista foi importante para fazer diminuir a distância entre o Sub-20 e o profissional. Poder jogar contra atletas de idade mais avançada, experiência de rodagem ampla, vivência em outros clubes, fez com que nossos jogadores amadurececem diferente de um conteúdo apenas juniores", afirmou.

"Ter passado para a segunda fase foi ainda mais desafiador, porque enfrentamos adversários mais gabaritados, torcida rival, pressão. Sabíamos que seria difícil ganhar ou chegar mais à frente, mas o saldo foi extremamente positivo. Os meninos conseguiram extrair boas coisas, até como lidar com um jogo mais truculento", completou.

Diego Cabrera, coordenador técnico da base, seguiu a mesma linha e destacou o ganho dos garotos. "Nosso trabalho diário é visar a evolução dos atletas e prepará-los para a carreira profissional. Tivemos confrontos tradicionais, e mesmo com resultados nem sempre positivos, nosso rendimento foi muito bom. Pegamos uma chave difícil, com maior dificuldade, mas vimos evolução nos 28 meninos inscritos, dentre eles até garotos com menos de 18 anos, que tiveram vivencia profissional", contou.

Para Cabrera, as diferenças física e de vivência agregaram na bagagem de cada atleta para seguir na temporada. "Tem coisas que são muito diferentes. Primeiro em força, pois os profisssionais já têm a formação física maturada, já vêm de longos trabalhos em outros times, com estruturas físicas bem estabelecidas. Também, principalmente nos times do interior, pegamos jogadores de 25 a 35 anos, com vivência muito grande, e a maneira que eles abordam os lances, se posicionam, é diferente, acaba fazendo diferença na 'malandragem' que aplicam no jogo. Com nossos atletas vivendo isso, acabaram aprendendo também”, findou.

Durante a competição, o São Paulo teve à frente da equipe em alguns jogos o técnico André Jardine, e em outras partidas, Marcos Vizolli, que comanda a equipe Sub-19. Isso porque, em paralelo a Copa Paulista, foram feitos jogos da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista Sub-20, que puxaram os principais atletas da categoria. O trabalho foi feito todo de forma integrada, criando ainda mais unidade entre o plantel.

"No vestiário, na roda de oração, o técnico Marcos Vizolli falou que os jogadores entraram como meninos e saíram como homens da competição. E esse é um bom retrato. Outro ponto importante foi colocar mais meninos jogando em torneio competitivo. Rodamos o plantel que temos de uma forma mais homogênea, usamos mais peças. Pudemos avaliar também os meninos em uma situação mais avançada, vendo se eles têm possibilidade e maturidade de seguir um caminho profissional no São Paulo. Facilitou uma comparação mais profissional dos nossos atletas", observou Canavesi.

Na última rodada, já sem chances de classificação, o Tricolor perdeu por 2 a 0 para o São Caetano, decretando a classificação do time do ABC Paulista. Porém, jogou até o apito final se impondo, não deixando dúvidas da valia do torneio.

"Os meninos foram espetaculares. Encararam o São Caetano, que buscava a classificação, de frente, talvez até melhor em campo. Ponto positivo para a comissão técnica e jogadores, que também nos deram um feedback positivo, de que estão melhores e mais prontos para a carreira. Tínhamos receio, claro, do que iríamos encontrar, tomar possíveis invertidas e ficar ruim para nós, mas isso foi sombreado pela grande participação dos nossos atletas", finalizou o gerente.