Série C: Presidente já 'assume' culpa em caso de rebaixamento da Portguesa

O tim paulista precisa de um bom resultado contra o Tombense e depende ainda de um tropeço do Macaé

por Agência Estado

São Paulo, SP, 18 (AFI) - A Portuguesa pode escrever neste domingo mais uma página triste de seus 96 anos de história. Se não vencer o Tombense na cidade de Tombos-MG, às 16 horas, e o Macaé não tropeçar diante do Botafogo-SP, em casa, o clube estará rebaixado para a Série D, a última divisão do Campeonato Brasileiro.

Vinte anos depois de chegar à decisão da Série A e ficar com o vice-campeonato, ao perder para o Grêmio, a realidade da Portuguesa é completamente diferente. O clube pode sofrer neste domingo seu quinto rebaixamento nos últimos cinco anos. No Campeonato Paulista, por exemplo, já disputa a Série A2 há duas temporadas e quase caiu para a A3 neste ano.

O trágico momento é fruto de uma péssima situação financeira, que pode até fazer com que o clube feche as portas. A Portuguesa deve cerca de R$ 250 milhões e, por isso, verá os 45% que lhe pertencem do Canindé - os outros 55% são da Prefeitura - irem a leilão em novembro.

O reflexo é visto no campo. Em 17 partidas na Série C, conquistou 14 pontos. Só não é pior do que o já rebaixado Guaratinguetá, que soma quatro pontos.

Em entrevista exclusiva à Agência Estado na última quinta-feira, pouco depois de dar entrevista coletiva na qual disse confiar que o leilão do Canindé será embargado, o presidente da Portuguesa, José Luiz Ferreira de Almeida, negou que pense na possibilidade em tentar uma possível virada de mesa para manter o clube na Série C.

"Nem pensei nessa possibilidade. E virar a mesa onde? Na CBF? De jeito nenhum. Para a Portuguesa ser beneficiada na CBF, precisa acabar o mundo primeiro para depois começar tudo de novo", afirmou o dirigente, para depois já assumir por antecipação a culpa por uma possível (e provável) queda para a quarta divisão nacional, ao lembrar que foi ele que contratou os jogadores que formam o atual elenco da equipe.

"Eu que os trouxe, eu que os contratei, então a responsabilidade é toda minha. Disse desde o começo: ‘Se eu não subir para a Série B, sou um presidente fracassado’. Agora, cair para a Série D, é coisa mais do que inesperada", admitiu, tirando o peso das costas dos jogadores. "Não posso cobrar muito de um time que foi formado há dois meses. Não posso cobrar desses atletas. Eu querer cobrar e jogar a responsabilidade para cima de técnico ou atleta? Eu não vou fazer nunca", enfatizou.