Série C: Magnata do futebol faz contatos para comprar a Portuguesa

Rebaixada para a Série D e afundada em dívidas, a Lusa pode ser comprada por Mário Teixeira, dono do Audax

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 20 (AFI) - A Portuguesa chegou ao fundo do poço no último domingo, ao ser rebaixada após perder por 2 a 0 para o Tombense, na última rodada da fase classificatória da Série C . Ainda assim, existe gente disposta e com dinheiro para tirar a Lusa da atual situação. O empresário Mário Teixeira é um nome que aparece como uma provável solução para a crise rubro-verde.

Dono do vice-campeão paulista Audax, time sensação do primeiro semestre desta temporada, Seu Mário, como é conhecido nos bastidores, entrou em contato com cartolas da Portuguesa para discutir a possibilidade de comprar o clube, que hoje está afundado em dívidas. Segundo pessoas próximas, administrar a Lusa é um sonho antigo do empresário.

Teixeira também é o responsável por outros três times: Audax Rio, Grêmio Osasco e Osasco FC. Além disso, também mantém uma parceria com o Oeste, time que disputa a Série B do Brasileiro sob o comando de Fernando Diniz. O técnico tem uma relação forte com Mário e está no Audax desde 2013. No segundo semestre de 2016, foi descolado para time de Itápolis ao lado de alguns atletas remanescentes do vice-campeonato paulista.

NAMORO ANTINGO
Essa não é o primeiro flerte entre Portuguesa e Audax. Antes do começo da Série C do Brasileiro, no início de maio, o presidente da Lusa, Zé Luiz Ferreira, entrou em contato com o clube de Osasco para propor uma parceria entre as duas agremiações, a exemplo do que foi feito com o Oeste.

Dono do Audax, Mário Teixeira pode comprar a Portuguesa.
Dono do Audax, Mário Teixeira pode comprar a Portuguesa.
Na ocasião, Mário Teixeira gostou da possibilidade, mas o ambiente político conturbado do time da capital inviabilizou um acerto. Outro motivo foi o próprio tamanho e tradição da Lusa. O Audax ficou com medo de fechar uma parceria e não ter a autonomia desejada para administrar as ações dentro do clube. Se ao invés de fechar um acordo, comprar o time, não correria esse risco.

CRISE SEM FIM
Entre os diversos problemas de assumir a administração da Portuguesa, o principal é a crise financeira atravessada pelo clube. Inclusive, o Canindé foi penhorado por conta de dívidas trabalhistas com atletas e pelo não pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) à Prefeitura de São Paulo.

Assim, existe um leilão marcado para o dia 7 de novembro. O lance mínimo para arrematar o estádio é de RR$ 154 milhões. Nos últimos meses, a diretoria rubro-verde vem buscando alguma maneira de tentar barrar o leilão. Entre as possibilidades, estão uma tentativa de tombar o local como patrimônio história ou fechar uma parceria com a construtora Kauffmann.

A empresa compraria a parte pertencente ao Município e junto ao clube se comprometeria a construir um shopping com hotel e clube vertical, com mais apartamentos e arenas para jogos. A agremiação tem 45% do terreno do estádio (46 mil m²), e o restante (55 mil m2) pertence à Prefeitura Municipal de São Paulo