Procuradoria pede novo leilão do Brinco, mas Guarani confia em preservação de alienação

A União alega que é necessário uma nova avaliação para definir o valor da área leiloada, já que identificou disparidades nas avaliações

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 22 (AFI) - O Guarani pode voltar aos tribunais para ver o Estádio Brinco de Ouro ser leiloado mais uma vez. Isso porque a Procuradoria-Geral da Fazenda pediu o embargo da alienação do estádio a Roberto Graziano, presidente da Magnum, empresa parceira do clube.

A União alega que é necessário uma nova avaliação para definir o valor da área leiloada, já que identificou disparidades nas avaliações feitas pela Justiça do Trabalho, que mensurou o terreno em R$ 210 milhões, e pela Justiça Federal, que calculou R$ 400 milhões.

Dessa maneira, o recurso prevê que seja feito um novo levantamento para que então seja realizado outro leilão. Nesse período, a carta de alienação seria suspensa. Caso o Brinco não for arrematado, segue válido o acordo entre Guarani e Magnum.

Justiça quer nova avaliação do terreno do Brinco de Ouro.
Justiça quer nova avaliação do terreno do Brinco de Ouro.

O Guarani ainda não foi notificado, mas já tem consciência do pedido de embargo. Nos bastidores do clube, confiam na manutenção da alienação, até porque Roberto Graziano se comprometeu a cumprir o acordo mesmo em caso de recurso.

Na ocasião, o Brinco de Ouro foi repassado ao empresário diante de diversas garantias assinadas em nome da Magnum. Graziano se comprometeu a construir uma arena, dar aporte social, novo centro de treinamento e suporte para a quitação de dívidas trabalhistas.

Inclusive, o valor da estádio não foi definido nem pelo levantamento da Justiça Federal, nem da Justiça do Trabalho. O que definiu o preço a ser pago foi o cálculo do VGV (Valor Geral de Vendas) do empreendimento que será realizado pela Magnum no local do Brinco.