STJD define punições para Guarani, Ferreira e Boa em julgamento nesta sexta

A Procuradoria vai julgar as ocorrências registradas durante a final da Série C do Campeonato Brasileiro

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 24 (AFI) - O STJD julgará nesta sexta-feira, dia 25 de novembro, as infrações ocorridas na partida entre Boa Esporte e Guarani. Expulso, o atleta Ferreira foi denunciado por jogada violenta e agressão física contra o árbitro da partida, o gandula Talysson responderá por ato hostil, enquanto o Boa Esporte e a Federação Mineira foram responsabilizados pela conduta do gandula. Guarani e Boa respondem ainda pelas desordens e lançamento de objetos e podem ser punidos com multa alta e perda de mando de campo. A sessão está agendada para às 10h30.

Em razão da gravidade dos fatos o Presidente do STJD, Ronaldo Botelho Piacente deferiu no último dia 17 de novembro o pedido da Procuradoria para suspender preventivamente por 30 dias o atleta Ferreira, do Guarani, denunciado por agredir o árbitro da partida e determinou a interdição integral do Estádio Melão até que se comprove através de laudos de Engenheiros e Bombeiros que o local está apto a receber novas partidas.

EMPURRÃOZINHO
Realizada no Estádio do Melão a partida foi marcada por infrações graves. Pelo Guarani o atleta Ferreira foi expulso no segundo tempo por praticar jogada violenta ao atingir o adversário com uma cotovelada na altura do peito na disputa de bola.

Inconformado com o recebimento do cartão vermelho, o atleta agrediu o árbitro Marcos Mateus Pereira com um empurrão que levou o árbitro ao chão. Por apresentar resistência para deixar o gramado, Ferreira precisou ser contido pelos companheiros de equipe e pela policia militar. Após o jogo o árbitro registrou Boletim de Ocorrência contra o jogador.

Denunciado por praticar jogada violenta (artigo 254) e agressão física contra a arbitragem (artigo 254-A, §3º), Ferreira pode ser suspenso por até seis jogos no primeiro artigo e mínima de 180 dias pelo segundo artigo.

Ferreira agrediu o árbitro e deve pegar punição severa. (Foto: Reprodução / Esporte Interativo)
Ferreira agrediu o árbitro e deve pegar punição severa. (Foto: Reprodução / Esporte Interativo)
GANDULA TÁ LOCÃO
Ainda na súmula consta a atitude hostil do gandula Talysson Faustino Chagas que arremessou a bola com uso de força na altura do peito do preparador de goleiros do Guarani, Gléguer Zorzin. Ele responderá por ato desleal ou hostil descrito no artigo 250 do CBJD. Se punido, pode receber suspensão por 15 a 60 dias.

Responsável por fiscalizar o quadro de gandula a Federação Mineira foi denunciada no artigo 191, inciso III que prevê multa entre R$ 100 e R$ 100 mil.

BALBURDIA
Próximo do fim da partida, aos 40 do segundo tempo, o jogo foi paralisado pelo uso de sinalizadores onde estava localizada a torcida do Guarani.Com o apito final um tumulto generalizado tomou conta do estádio.

Para a Procuradoria o estádio virou uma praça de guerra envolvendo ambas as torcidas e a polícia militar. Banheiros completamente destruídos, corrimões metálicos arrancados, catracas atiradas no fosso que cerca o gramado e até um freezer foi laçado arquibancada abaixo.

Catracas e outros objetos foram atirados em direção ao gramado.
Catracas e outros objetos foram atirados em direção ao gramado.
O Guarani foi denunciado por não prevenir e reprimir desordens e lançamento de objetos. Pelos fatos, responderá ao artigo 213, §1º e 2º, por duas vezes, na forma do artigo 184 que pede o somatório das penas. A Procuradoria pede que seja aplicada a pena máxima de perda de mandos de campo com portões fechados, em razão da truculência apresentada.

Responsável pela contratação do quadro de gandulas, o Boa Esporte será julgado por não cumprir o regulamento da competição (artigo 191, inciso III ), com multa prevista de R$ 100 a R$ 100 mil.

Já pelas ocorrências no estádio, o clube mineiro responderá por deixar de manter o estádio com infraestrutura necessária para garantir a segurança para sua realização (artigo 211) e pelas desordens e lançamentos de objetos (artigo 213, incisos I e III, §1º). Ambos os artigos possuem como pena a multa de até R$ 100 mil. No artigo 213 a Procuradoria pede a aplicação do parágrafo primeiro de perda de mando de campo.