Após sair impune, ex-presidente do Guarani prepara 'vingança' e critica Horley Senna

Marcelo Mingone deu uma coletiva na manhã desta quarta-feira para falar sobre o arquivamento de inquérito após denúncias de estelionato

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 23 (AFI) - Após o arquivamento do inquérito policial no qual era investigado por estelionato, o ex-presidente do Guarani, Marcelo Mingone, convocou uma entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira para falar sobre o assunto. Ele aproveitou a oportunidade para afirmar que vai tomar medidas jurídicas contra as pessoas que o acusaram e ainda criticou a postura do atual presidente Horley Senna.

As acusações em questão foram articuladas em 2013, sob a liderança de Álvaro Negro, presidente do clube na época. Com um documento assinado por 11 pessoas, inclusive Horley Senna e o atual presidente do Conselho Fiscal, Palmeron Mendes, foi apresentada a denúncia que deu origem à investigação da Polícia Civil.

"Em momento algum ele quer prejudicar o guarani. As 11 pessoas que assinaram são empresários, advogados, tinham consciência do que faziam e vamos tomar medidas. Mas não queremos prejudicar o clube, então não vamos nos precipitar", afirmou o advogado de Mingone, Ricardo Ricca.

Das 11 pessoas que denunciaram o ex-mandatário, quatro retiraram a acusação. Entre eles, estão Horley e Palmeron. Para Mingone, a atitude só prova que o processo não passou de um ato político da gestão de Negrão. Porém, ele só deve tomar medidas contra as sete pessoas que mantiveram o nome no documento.

Marcelo Mingone foi acusado de estelionato.
Marcelo Mingone foi acusado de estelionato.

“Não é possível que um grupo acuse alguém por estelionato e lavagem de dinheiro e depois uma pessoa vai lá e tira. Isso é pior ainda. Se ele tinha alguma pretensão política chegava lá e falava. Mas fazer um pessoa, uma família sofrer, acho que eu paguei pelo meu sucesso. A cadeira de presidente do guarani não é para qualquer um, é para quem tem capacidade. O Guarani é muito grande", disse.

ACUSAÇÕES
Desde que renunciou à presidência do Guarani,em 2012, Mingone estava escondido e fora dos holofotes, até que em 2013 foi denunciado.

O ex-dirigente foi investigado por possíveis práticas irregulares enquanto esteve à frente do clube.Uma das ações seria a de negociar promessas das categorias de base e esquemas decorrentes de atividades ilegais, como corrupção e participação em crimes no litoral paulista

.Álvaro Negrão alegava que Mingone agiu de má fé e abriu no estádio Brinco de Ouro um esquema criminoso voltado ao seu enriquecimento físico. A venda do atacante Bruno Mendes a um grupo de investidores do Rio de Janeiro era colocada como exemplo.