Série C: Após vexame, Chamusca defende jogadores e nega 'oba oba' no Guarani

Derrotado por 4 a 0 para o ABC, no primeiro jogo das semifinais, o Bugre fez sua pior partida na terceira divisão nacional

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 17 (AFI) - Goleado por 4 a 0 pelo ABC na rodada de ida das semifinais da Série C do Campeonato Brasileiro, o Guarani tenta busca explicações para a péssima atuação em Natal. O placar elástico rendeu críticas às escolhas do técnico Marcelo Chamusca e à postura dos jogadores, que teriam se deixado levar pelo clima de 'oba oba' do acesso.

Uma das principais reclamações da torcida é em relação à escalação de Zé Antônio, que já não havia feita uma boa partida no jogo de ida das quartas de final, quando o Bugre foi derrotado por 3 a 1 para o ASA.

Outro detalhe que irritou alguns torcedores foi o fato de alguns jogadores, como Ferreira e o próprio Zé Antônio, terem descolorido barbas e cabelos após promessa por conquistar o acesso. A atitude foi interpretada negativamente. Para Chamusca, nenhum desses fatores foi determinante para o resultado.

“Eu não concordo com nenhum desses questionamentos, nós ganhamos vários jogos com o Zé Antônio, e cabelo não ganha nem perde jogo, isso é uma das maiores imbecilidades que existe. Os jogadores fizeram uma promessa que teriam que pintar o cabelo e eu vou ficar brigando com os caras por isso? O cara pode pintar o cabelo de azul que ele tem é que jogar futebol e nós não jogamos. Quem se apegar a esse tipo de coisa está querendo arranjar muletas pra um dia em que a gente jogou mal e o adversário foi superior”, afirmou o treinador.

Marcelo Chamusca tentou explicar vexame do Guarani. (Foto: Gabriel Ferrari / Guarani FC)
Marcelo Chamusca tentou explicar vexame do Guarani. (Foto: Gabriel Ferrari / Guarani FC)

RELAXOU...
O comandante bugrino nega que o time tenha tido uma postura descompromissada pelo fato das comemorações que antecederam a partida por conta da vaga conquistada na Série B. Para ele, a logística da viagem pode ser apontada como um dos fatores que influenciou no desempenho da equipe.

“Eu não diria que houve relaxamento até porque a semana foi bem trabalhada, a gente estudou muito o adversário e eu não mudei uma vírgula do que eu vinha fazendo durante toda a competição. Os jogadores também voltaram às suas rotinas normais, não houve qualquer tipo de problema na preparação. A única coisa na verdade que a gente fez de diferente foi viajar na véspera. Vínhamos viajando dois dias antes e isso pode sim ter tido um peso no rendimento dos atletas, mas infelizmente foi uma situação que foi criada pela CBF que demorou para definir o dia do jogo", explicou.

AINDA DÁ?
O Guarani volta a campo às 21 horas (horário de Brasília) do próximo domingo, quando volta a enfrentar o ABC no jogo decisivo no Brinco de Ouro pela vaga na final. Para se classificar, o time precisa de uma vitória por 5 a 0 ou pelo menos 4 a 0 para levar a decisão para os pênaltis. Se sofrer gols em casa, terá que balançar a rede ainda mais vezes.

"A gente tem que ser sincero. Um 4 a 0 você tem que fazer um jogo de excelência como fez o ABC. No futebol existe sim essa possibilidade e vamos trabalhar para buscar o resultado positivo e acabar o campeonato com dignidade. Se vamos conseguir ganhar por quatro é outra história, mas tenham certeza que a gente vai fazer um jogo muito forte, conseguir reverter e deixar uma imagem diferente da que a gente deixou hoje aqui", disse Chamusca.