Ex-Chapecoense e agora no Fluminense, Dudu expressa 'dor enorme' por tragédia

A queda do avião nas proximidades do aeroporto em Medellín vitimou 71 pessoas

por Agência Estado

Rio de Janeiro, RJ - A tragédia que vitimou quase toda a delegação da Chapecoense na Colômbia, na madrugada de segunda para terça, foi ainda mais sentida por aqueles próximos ao clube. Jogadores que passaram por lá e deixaram amigos no time catarinense vieram a público na terça e nesta quarta-feira para falar sobre a dor pela perda destas pessoas. Foi o caso do meia Dudu, hoje no Fluminense.

"Eu sou muito emotivo, tinha grandes amigos lá. Na última partida que fizemos contra eles, conversei com alguns jogadores com quem atuei. É uma dor enorme, que vai demorar a passar. Só deus mesmo para confortar os familiares e amigos. Eram pessoas do bem, trabalhadoras, que deixam famílias, amigos e filhos. Recebi a notícia pela manhã, com meu irmão me ligando", disse nesta quarta.

Dudu, à dreita, já vestiu a camisa da Chapecoense
Dudu, à dreita, já vestiu a camisa da Chapecoense
A queda do avião nas proximidades do aeroporto em Medellín vitimou 71 pessoas. A maior parte delas, integrantes da delegação da Chapecoense, que faria nesta quarta o primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana, com o Atlético Nacional. Mas o acidente também tirou a vida de muitos profissionais da imprensa brasileira.

"Nós estamos totalmente abalados. É um momento que ninguém espera. Uma tragédia matando várias pessoas, não só jogadores. Pensando na imprensa, grandes profissionais se foram. Só o tempo fará com que essas feridas sejam cicatrizadas", comentou Dudu, que defendeu o time de Chapecó entre 2012 e 2013.

O meia ainda exaltou a comoção mundial e a solidariedade vinda de todas as partes aos parentes e amigos das vítimas. "É muito bonito de ver a comoção dessa história no mundo. Vivemos com tanta violência e situações como essa nos fazem repensar em alguns detalhes de nossas vidas. Nós temos que nos amar mais. É fácil amar esposa, filhos, difícil é amar quem você não conhece. Por que eu vou querer o mal de uma pessoa que não sei quem é?", questionou.