Figueirense entrará no STJD para anular derrota contra o Palmeiras

A principal reclamação do clube catarinense é o segundo gol do Palmeiras

por Agência Futebol Interior

Florianópolis, SC, 18 (AFI) – Seguindo os passos do Fluminense, o Figueirense entrará com uma ação no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para anular a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras no último final de semana, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O advogado Renato de Brito já está no Rio de Janeiro para tentar invalidar o resultado no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.

A principal reclamação do clube catarinense é o segundo gol do Palmeiras. Em um lateral pela esquerda, Dudu cobrou rápido e acabou errando. A bola pingou fora do gramado antes de cair nos pés de Gabriel Jesus, que cortou a marcação e acionou Jean, para marcar seu segundo tento no jogo. Como ela não entrou em jogo, o lance teria que ser invalidado.

Em entrevista ao repórter Eduardo de Menezes, no Bate Bola da ESPN, o presidente Wilfredo Brillinger comentou a atuação do árbitro mineiro Igor Junio Benevenuto: “O psicológico dele (árbitro) estava completamente abalado, completamente alterado pra fazer o que ele fez. E lamentavelmente fez o que fez num momento difícil”.

De acordo com a assessoria da presidência, o Figueirense foi prejudicado por um erro de direito: “Eu vejo a crônica (esportiva) falar que o Flamengo foi prejudicado, etc e tal. Não! O Flamengo foi prejudicado, evidentemente, mas o grande prejudicado foi o Figueirense. Nós também estávamos lutando. Hoje nós estamos numa zona de rebaixamento e o resultado era fundamental pra nós ontem (domingo). Então eu lamento profundamente mais uma vez e acho também que, é a minha opinião, que esse Campeonato Brasileiro, infelizmente, já está manchado”.

O clube de Santa Catarina anunciou a medida em seu perfil no Twitter: "Figueirense entra com ação no STJD pedindo anulação da partida com o Palmeiras". Sem dar maiores explicações sobre o pedido, o time convocou entrevista coletiva para esta quarta, às 12h30, para apresentar suas justificativas.

Assessor da presidência, o ex-jogador Branco também vociferou contra a arbitragem. "A gente está lutando, lutando, o cara vem aqui na mão grande... Querem moralizar o futebol brasileiro, aí o Marco Polo (Del Nero, presidente da CBF) promete 300 mil para o primeiro lugar da arbitragem (o melhor trio do Brasileiro ganhará R$ 300 mil). Eles não merecem nada", disparou.