Dividido entre técnicos de Ponte e Sport, Corinthians tem 'guerra' nos bastidores

Enquanto Andrés Sanchez quer a contratação de Eduardo Bapstista, Roberto Andrade defende a chegada de Oswaldo de Oliveira

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 11 (AFI) - O clima no Corinthians não é dos melhores. Além da pressão pela sequência de seis partidas sem vencer no Brasileiro e a dificuldade para pagar a Arena, o clube vive um conflito interno entre o presidente Roberto Andrade e seu antecessor Andrés Sanches. Os dois se desentendem em relação a escolha do técnico que irá comandar o time em 2017: Eduardo Baptista ou Oswaldo de Oliveira.

Andrés pediu a contratação de Eduardo Baptista e já tem o aval de todos os outros dirigentes que integram o departamento de futebol. O único que se opôs a possibilidade foi Andrade. Inclusive, dirigentes afirmam que um representante do Timão entrou em contato com o treinador da Ponte Preta e deixou encaminhado um acordo para a próxima temporada. Baptista nega o contato e já afirmou que o foco no momento é a Macaca.

Roberto Andrade não gosta do nome e segue em queda de braço para ter sua vontade feita. Ele alega que Cristóvão Borges, que em sua visão foi um fracasso, foi também uma sugestão de Andrés. Depois do insucesso da escolha do companheiro, ele quer ter a palavra final na próxima contratação.

Oswaldo de Oliveira é o favorito de Roberto Andrade, presidente do Corinthians. (Foto: Divulgação / Sport)
Oswaldo de Oliveira é o favorito de Roberto Andrade, presidente do Corinthians. (Foto: Divulgação / Sport)

De qualquer maneiro, o presidente não tem muito apoio nos bastidores do Corinthians. Sequer os membros fixos da comissão técnica concordam com a possível chegada de Oswaldo Oliveira. Desde abril no Sport, ele tem o trabalho contestado e briga para tirar o Leão da zona de rebaixamento, mesmo com um elenco razoável em mãos, com nomes como Diego Souza, Mark Gonzales e Rogério.

A probabilidade de Eduardo Baptista ou Oswaldo serem contratados ainda neste ano é bastante baixada, já que isso ocorreria apenas se eles fossem demitidos de seus clubes. Caso isso não aconteça, o Corinthians só deve ter um novo técnico no ano que vem. Mas isso também depende do desempenho do interino Fábio Carille nas próximas rodadas.