Caixa não aceita renegociação total de dívida da Arena Corinthians

O clube alvinegro será poupado do pagamento principal, mas ainda terá que arcar com os juros

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 11 (AFI) - A renegociação da dívida que o Corinthians mantém com a Caixa Econômica Federal e o BNDES ainda não chegou a um número razoável para o clube. O banco deixou claro que não aceita interromper 100% dos pagamentos como foi proposto pela diretoria alvinegra. O acordo oferecido pela Caixa releva o pagamento principal, mas exige o pagamento dos juros.

Desde o ano passado, o time paulista tenta obter uma carência de 17 meses em seu empréstimo com o BNDES, em uma negociação que tem a Caixa como intermediadora. O Corinthians alega que teve apenas 19 meses de carência, enquanto outros estádio construído para a Copa do Mundo tiveram 36 meses. Em um momento financeiro delicado, não paga o principal do débito desde abril de 2016.

Arena segue dando dor de cabeça para o Corinthians. (Foto: Daniel Augusto Jr ; Ag Corinthians)
Arena segue dando dor de cabeça para o Corinthians. (Foto: Daniel Augusto Jr ; Ag Corinthians)
Com o pedido, a diretoria pretendia tem alguns meses de alívio para acumular dinheiro e se manter em dia com os pagamentos. O baixo rendimento atual do estádio dificultou a possibilidade de quitas as parcelas apenas com as bilheterias. Até agora, os naming rights não foram vendidos.

Por fim, a Caixa aceitou apenas a carência do principal, sem abrir mão do juros, e a diretoria corintiana já aceito a exigência. A parcela mensal é de R$ 5,7 milhões, mas o valor de juros não é divulgado. No financiamento do Maracanã, por exemplo, eles giram em torno de R$ 2 milhões. Há seis meses o Corinthians paga apenas esse valor e o banco estatal cobre o resto para o BNDES.

Agora, a diretoria do Corinthians tenta alongar o pagamento para 20 anos em vez dos 15 de hoje. Dessa maneira, o valor das parcelas seria mais baixo e existiria a possibilidade de pagar com as rendas do estádio. Além de tudo, o clube ainda tem dívidas com a Odebrecht.