Gigena e Medina, jogadores razoáveis, entraram para a história dos dérbis

Gigena e Medina, jogadores razoáveis, entraram para a história dos dérbis

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Pelo quarto ano consecutivo Campinas fica sem o seu tradicional dérbi.

A derrocada do Guarani, com sucessivas quedas de divisões, foi responsável pelo congelamento provisório desse clássico campineiro que consagrou até ídolos de barro.

O argentino Dario Alberto Gigena, de qualidade técnica questionável, caiu nos braços dos pontepretanos após marcar três gols em dérbi de 11 de outubro de 2003, no Estádio Brinco de Ouro, na vitória de sua equipe por 3 a 1. Na época o time era comandado pelo treinador Abel Braga e contava com essa formação: Lauro; Marquinhos, Gabriel, Gerson e Alan (Luiz Carlos); Roberto, Piá (Ricardo Conceição), Vaguinho (Ângelo) e Nenê; Jean e Gigena.

A carreira de atleta de Gigena foi encerrada em 2012, quando retornou à Argentina. Todavia, em eventuais aparições no Estádio Moisés Lucarelli, ainda é recebido com festa.

MEDINA

O bugrino ainda grita ‘Medina neles’ - referência ao pontepretano -, após ter anotado dois gols na vitória do Guarani sobre a rival por 3 a 1 no Estádio Brinco de Ouro, em 29 de abril de 2012, quando Oswaldo Alvarez, então treinador bugrino, havia mandado a campo esse time: Emerson; Oziel, Domingos, Neto e Bruno Recife; Éwerton Páscoa, Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Fumagalli (Medina); Fabinho e Bruno Mendes (Bruno Perez).

Luís Carlos Medina, 1,72m de altura, que em abril vai completar 27 anos de idade, jogador apenas razoável, passou a ocupar espaços no Guarani quer como meio-campista, quer como lateral-direito.

Aqueles misericordiosos gols contra a Ponte Preta foram sinônimo de tolerância para que fosse retardada a dispensa dele do elenco bugrino.

Apesar disso, seu torcedor ficou com a imagem de jogador decisivo para que o time chegasse à final do Campeonato Paulista daquela temporada.

Na prática, depois que deixou o Guarani, perambulou por clubes do interior paulista como Mirassol, União Barbarense e agora XV de Piracicaba.

FORA DO CALENDÁRIO

Circunstancialmente o dérbi foi riscado do calendário paulista e nacional, e queira Deus que a trégua seja benéfica, até que ponderem que futebol não é guerra.

Oxalá, quando retomado, a realidade das torcidas bugrinas e pontepretanas seja outra.

Com a escalada da violência, que em vez de ódio haja harmonia. Que se conscientizem que futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes, diria o radialista Milton Neves.