Osvaldo, relegado pelo Guarani fez sucesso na Ponte Preta

Osvaldo, relegado pelo Guarani fez sucesso na Ponte Preta

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Em Santa Bárbara d’Oeste há uma equipe amadora na faixa etária de 55 anos de idade, integrante da categoria megamaster, chamada Bocha do Padre. O astro do time é o atacante Oswaldo Luiz Vital, hoje um meia organizador que, com privilegiada visão de jogo, coloca companheiros na cara do gol.

Esse Osvaldo é o mesmo que foi reprovado em teste feito no Guarani em 1976 e, na temporada seguinte, surgiu no juvenil da Ponte Preta.

Ainda precocemente, ele teve responsabilidade de se identificar com os gols, como faziam seus antecessores Rui Rei e Parraga.

Com Osvaldo - estatura apenas mediana - pilotando o ataque pontepretano, laterais e ponteiros da época, habituados a cruzamentos pelo alto quando chegavam ao fundo de campo, tiveram que alterar a estratégia. Em vez de cruzamentos, passes.

Com bola no chão Oswaldo era terrível para os zagueiros adversários. Raciocinava rapidamente sobre a forma mais precisa para definir as jogadas, e os gols saiam em abundância.

RECORDE DO OLÍMPICO

Um dos gols marcantes na carreira foi assinalado contra o Grêmio no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, na vitória da Ponte Preta por 1 a 0, válida pela fase semifinal do Campeonato Brasileiro de 1982.

Se aquela vitória não colocou a Ponte Preta na final, a soberba atuação de Osvaldo serviu para que fosse assediado por cartolas gremistas. Logo, a transferência tornou-se inevitável.

No Grêmio, Osvaldo entrou na galeria dos ídolos. E, embora cobiçado por outros clubes, permaneceu em Porto Alegre até 1986, colocando no histórico o título mundial de clubes em 1983 no Japão, na vitória sobre os alemães do Hamburgo por 2 a 1.

Foi o ano em que Osvaldo ficou como artilheiro da Libertadores, em outro título gremista, com seis gols em 12 jogos, atuando num time comandado pelo treinador Valdir Espinosa e com esses jogadores: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek, Hugo De Leon e Casemiro; China, Caio e Tita; Renato Gaúcho, Tarciso e Osvaldo.

Quando deixou o Grêmio, em 1986, Osvaldo passou por Santos, Vasco, Coritiba, Comercial de Ribeirão Preto e novamente Ponte Preta, quando encerrou a carreira em 1992. Incontinenti retornou à sua cidade natal, Santa Bárbara d’Oeste, e se estabeleceu como empresário no ramo de auto-peças e oficina mecânica.

Em entrevista ao portal Súmula-Tchê (A História do Futebol Brasileiro) no dia 17 de outubro de 2012, questionado se é mais fácil jogar futebol hoje ou no seu tempo de atleta, Osvaldo Luiz Vital foi enfático: “Hoje qualquer Zé Mané consegue jogar em um bom time se tiver um bom empresário”.

Em janeiro próximo Osvaldo vai completar 58 anos de idade, tem sonho de ainda ingressar na carreira de treinador, e aproveita os finais de semana para jogar futebol entre os veteranos do Bocha do Padre, em Santa Bárbara d’Oeste.