Orlando Fumaça, histórico de apenas oito jogos na Ponte Preta

Orlando Fumaça, histórico de apenas oito jogos na Ponte Preta

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Quando a Ponte Preta negociou o passe do zagueiro Oscar com o New York, dos Estados Unidos, em 1979, ficou a dúvida sobre quem seria capaz de substitui-lo.

O falecido Eugênio Mexerica, reserva imediato, ganhou oportunidade para ser efetivado, embora Juninho já mostrasse mais segurança no setor, só não sendo o preferido por causa de sucessivas convocações à seleção brasileira olímpica.

Com a incerteza no setor, o finado Edson Ággio, que havia assumido à presidência da Ponte Preta, foi convencido buscar o zagueiro Orlando Fumaça, 1,91m de altura, natural de Miracema (RJ), revelado pelo Goytacaz de Campos (RJ), que estreou no dia 24 de janeiro de 1980 em Cuiabá, capital do Mato Grosso.

Orlando Fumaça mora em Rio Preto.Foto: Edwillington Villa
Orlando Fumaça mora em Rio Preto.Foto: Edwillington Villa
No Estádio Governador José Fragelli a Ponte venceu o Mixto por 3 a 1, num time comandado por Zé Duarte e formado por Carlos; Toninho Oliveira, Orlando Fumaça, Eugênio e Odirlei (Toninho Costa); Humberto (Rudnei), Marco Aurélio e Osvaldo; Parraga, Ademir e João Paulo.

Na prática Orlando Fumaça não correspondeu a fama precedida. Assim, seu histórico na Ponte Preta se resumiu a oito partidas consecutivas como titular, e depois foi reserva naquela temporada.

Não se discorda que mostrou características de zagueirão raçudo, que fungava no cangote de atacantes adversários, todavia a cobrança era para a bola sair valorizada de trás, sem chutões a todo instante. Logo, Juninho ganhou a preferência na zaga.

Assim, com espaço encurtado na Ponte, Orlando Fumaça deu prosseguimento na carreira no Mixto de Cuiabá, Americano de Campos até ser contratado pelo Vasco em 1982, atuando em defesa formada por Mazaropi; Galvão, Orlando Fumaça, Celso e Gilberto.

Na temporada seguinte foi parar no América de Rio Preto, comandado na época pelo saudoso treinador Urubatão Calvo Nunes, que contava com o centroavante artilheiro Roberto Biônico e o voluntarioso volante Catanoce. Eis a defesa americana: Moacir; Brasinha, Orlando Fumaça, Cardoso e Daniel. E lá ficou durante três anos.

Curiosamente, Orlando Fumaça alternou passagens em grandes clubes como Cruzeiro, Atlético Paranaense e futebol português com outros de menor expressão como Novorizontino e América novamente, até que uma contusão no joelho colocou ponto final na carreira.

Ele mora em São José do Rio Preto, onde vende veículos.