STJD rejeita pedido do Figueirense e valida vitória do Palmeiras

O presidente da entidade entendeu que não houve erro de direito e, por isso, optou por não suspender o duelo

por Agência Futebol Interior

Florianópolis, SC, 19 (AFI) - O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por meio do presidente Ronaldo Piacenti, rejeitou na tarde desta quarta-feira o pedido do Figueirense de anulação do jogo contra o Palmeiras, marcado por inúmeras polêmicas, que teriam favorecido o atual líder do Campeonato Brasileiro. O mandatário ainda descartou ter ocorrido 'erro de direito', defesa usada pelo clube catarinense para suspender o duelo.

No despacho, Piacente considerou que não houve erro de direito - necessário para anular uma partida -, mas sim erro de interpretação da arbitragem. O presidente do tribunal analisou a prova de vídeo encaminhada pela Figueirense e considerou que ela "deixa evidente que o árbitro da partida e seu assistente não interpretaram nenhuma irregularidade no arremesso lateral em questão, interpretando a jogada como normal, o que per se, afasta dolo ou intenção do árbitro em violar a regra 15 do Futebol".

Vitória do Palmeiras não é anulada pelo STJD
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Figueirense havia entrado com pedido de anulação na terça-feira. O time catarinense apontava erros da arbitragem na partida realizada em Florianópolis para justificar o pedido. A partida foi marcada por seguidos erros de arbitragem, a favor das duas equipes. No saldo final, o time catarinense alegou ter sido mais prejudicado, com falhas em três lances decisivos da partida, incluindo cobrança de lateral que originou um dos gols do rival paulista.

Ao fim da partida, o presidente do Figueirense, Wilfredo Brillinger, atacou a arbitragem de Igor Junio Benevenuto. "O futebol brasileiro está vergonhoso. Não tem credibilidade nenhuma. O árbitro veio predestinado. O campeonato está manchado. Saímos daqui com cara de palhaço. Reclamamos de 14 lances nos últimos 19 jogos com a CBF. Em nove a comissão de arbitragem nos deu razão. Primeira vez que eu venho a público falar de arbitragem. Achava que o caminho era fazer um documento, ir conversar na CBF, mas realmente não adianta nada", criticou.