Figueirense acusa dirigente do Palmeiras de fazer pressão para "barrar" jogador

Segundo Branco, Verdão teria ligado para volante Renato proibindo ele de entrar em campo

por Agência Futebol Interior

Florianópolis, SC, 16 (AFI) - Uma situação no mínimo estranha pegou torcedores e jornalistas de surpresa horas antes do jogo entre Figueirense e Palmeiras neste domingo: a ausência do volante Renato, titular absoluto do Figueira no Brasileirão. Pouco antes da partida, Branco, tetracampeão mundial e assessor da presidência do time catarinense, veio a imprensa afirmar que o meio-campista não foi escalado por pressão de dirigentes alviverdes, já que o Verdão detém os direitos econômicos do atleta.

"Tem algumas situações que são compreensíveis. O Renato é jogador do palmeiras, só que foi pressionado pela diretoria para não entrar em campo. Acho que é uma vergonha, porque não tem cláusula nenhuma que ele não poderia jogar. Ele foi pressionado, recebeu varias ligações dizendo que ele não poderia entrar em campo até porque tem contrato até 2019 com o Palmeiras", comentou o dirigente.

De acordo com Branco, o meio-campista recebeu ligações do gerente de futebol do Verdão, Cícero Souza, na manhã deste sábado, logo após o último treino antes da partida. Renato passou a situação para Branco, que pediu uma reunião com o técnico Marquinhos Santos e o presidente Wilfredo Brillinger para decidir qual seria o futuro do jogador.

"Que cabeça ele teria pra jogar? E se faz um gol? A partir que esses telefonemas decidimos em conjunto para que ele não jogasse. Não vou posar de bonzinho dizer que está tudo correto. Vamos ter dignidade. Vamos ganhar, perder ou empatar dentro de campo. Esses caras (diretoria do Palmerias) não são fáceis. É guerra, mas o Figueirense vai estar de olho em todos os jogos", completou.

Vale lembrar que desde 2015, a CBF proíbe, por meio de seu regulamento, que qualquer cláusula em contrato impeça um atleta de entrar em campo. Alguns times chegaram a ser multados pelo ato. Mesmo assim, vários times usam "acordo verbais" para impedir que atletas entrem em campo.

Branco ainda aproveitou para criticar o comportamento de dirigentes alviverdes.

"Não adianta fazer como o Paulo Nobre e o Alexandre Mattos. Convocar uma entrevista coletiva, que pra mim foi ridícula, se meter no Fla-Flu, em Volta Redonda, e posar de bonzinho. Não adianta eles quererem pressionar porque o Flamengo está um ponto atrás. Eu sei como é, a pressão está grande. Eles vão pra uma coletiva pressionar de todos os sentidos, principalmente, a arbitragem.Não é no grito que o Palmeiras vai ganhar da gente aqui"