Série B: Campanha do rebaixamento do Bragantino teve quatro técnicos e 63 jogadores

Depois de uma temporada cheia de equívocos, o time cravou a ida para a Série C no último sábado

por Agência Futebol Interior

Bragança Paulista, SP, 21 (AFI) - O Bragantino tentou, mas não conseguiu evitar o rebaixamento para a Série C do Brasileiro, concretizado após derrota por 3 a 2 para o Bahia no último sábado. Os desfecho infeliz foi fruto de diversos fatores, entre eles o grande número de atletas utilizados durante a competição, além da alta rotatividade de técnicos.

O elenco inchado é um fator que chama bastante atenção. A uma rodada do fim da Série B, foram relacionados 63 jogadores desde. Muitos saíram e muitos chegaram no decorrer da competição. Os únicos jogadores que estão no time desde o primeiro jogo, quando o Braga foi derrotado por 3 a 1 par ao Vila Nova, são Bruno Pacheco, Lincom e Edson Sitta.

A posição que contou com mais nomes diferentes foi o ataques. Ao longo da segunda divisão, 18 atacantes passaram pelo time, mas nenhum deles teve um bom desempenho, tanto que o Massa Bruta tem o segundo pior ataque, com 30 gols marcados. O artilheiro é Rafael Grampola, que balançou as redes em seis oportunidades.

Marcelo Veiga foi um dos técnicos que rodou pelo Bragantino. (Foto: Divulgação)
Marcelo Veiga foi um dos técnicos que rodou pelo Bragantino. (Foto: Divulgação)
Ainda nas rodadas finais, o clube dispensou Eliel, César Gaúcho, André Rocha, Rivaldo e Felipe Nunes para integrar jogadores mais jovens que estavam disputando a Copa Paulista, competição na qual o time também não teve sucesso, sendo eliminado para o São Caetano nas quartas de finais.

RODA NO BANCO TAMBÉM
Além da troca constante de jogadores, o erro se repetiu em relação à comissão técnica. Quatro treinadores rodaram pelo comando do time e nenhum deles conseguiu achar uma solução para a situação dramática. Os quatro nomes tiveram aproveitamentos abaixo de 35%.

O Bragantino começou a Série B sob o comando de Léo Condé, que durou apenas dois jogos e deixou o time com duas derrotas, ou seja, 0% de aproveitamento. A aposta para substituí-lo foi Toninho Cecílio, que ficou apenas um mês, sendo demitido após 34% de aproveitamento em nove jogos.

Depois foi a vez de apostar em um velho conhecido. Marcelo Veiga chegou para sua quinta passagem no clube e teve mais continuidade que os outros dois nomes, comandando a equipe por 20 rodada. Porém, o aproveitamento de 33% fez com que ele também fosse demitido. Quem assumiu a bomba foi Estevam Soares, que não conseguiu salvar o time do rebaixamento, com 13% de aproveitamento.