Eduardo Mattos lança em Campinas livro sobre Nossa Senhora Desatadora dos Nós

Lançamento será em Campinas, na noite de terça-feira (11). Jornalista passou quase dois anos investigando como surgiu o culto à Santa

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 11 (AFI) - A história da origem da devoção a Nossa Senhora Desatadora dos Nós acaba de ser contada no livro-reportagem Desatadora – a Virgem que o papa Francisco converteu em fenômeno de fé, que será lançado em Campinas nesta terça-feira (11). O evento acontecerá na Livraria da Vila no Shopping Galleria, às 19h30.

O jornalista Eduardo Mattos revela como, em meados da década de 1980, um antigo e quase desconhecido retrato da Virgem Maria foi transformado na mais recente das representações de Nossa Senhora pelo padre argentino Jorge Mario Bergoglio, o homem que quase 30 anos depois seria eleito Papa.

Da Argentina, o fenômeno veio para o Brasil, onde criou, em Campinas, um de seus maiores polos de devoção. Na cidade está instalado o Santuário de Maria Desatadora dos Nós, que reúne centenas de fiéis todas as semanas.

Ex- jornalista deo Correio Popular lança livro sobre Nossa Senhora Desatadora dos Nós
Ex- jornalista deo Correio Popular lança livro sobre Nossa Senhora Desatadora dos Nós

GÊNERO CONSOLIDADO
A obra consolida o gênero do livro-reportagem, que vem ganhando espaço na literatura católica.

Antes de Desatadora, dois outros livros chegaram ao mercado editorial, ambos de autoria do também jornalista Rodrigo Alvarez: Aparecida e Maria.

Para escrever Desatadora, Mattos passou quase dois anos seguindo pistas da origem do culto à Santa.

“A devoção desabrochou nas mãos do padre Jorge Mario Bergoglio na segunda metade dos anos 1980, quando ele vivia em Buenos Aires e era conhecido só dentro de sua congregação, a Companhia de Jesus”, conta.

Ex- jornalista deo Correio Popular lança livro sobre Nossa Senhora Desatadora dos Nós
Ex- jornalista deo Correio Popular lança livro sobre Nossa Senhora Desatadora dos Nós

“Ele recebeu um souvenir desses que se vendem em lojinhas de museus, que tinha a reprodução da obra de arte exposta em uma igreja da Alemanha: um quadro da Virgem Maria tirando nós de uma corda”.

PAPA ESTAVA ISOLADO
Segundo o autor, na época, Bergoglio enfrentava forte processo de isolamento entre os jesuítas argentinos em razão de disputas internas.

“Naquele momento, a imagem pareceu indicar a ele o caminho a seguir diante das adversidades: tenha fé que as coisas se resolverão”, diz. O livro traz um caderno de 16 páginas com fotos dos personagens cujas histórias são narradas e de lugares dedicados à Desatadora.

Eduardo Mattos nasceu em Campinas e é jornalista há 40 anos – foi repórter dos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, na capital paulista, e editor-chefe da Agência Estado, maior agência brasileira de informação.

Em Campinas, dirigiu as redações do Correio Popular e do extinto Diário do Povo.