Após rompimento com a Fifa, France Football anuncia novas regras da Bola de Ouro

A votação para escolher o vencedor em cada ano voltará a ser realizada apenas por um grupo de jornalistas escolhido pela revista

por Agência Estado

Campinas, SP, 20 - Depois de seis anos, chegou o fim a parceria da revista France Football com a Fifa para a entrega do prêmio Bola de Ouro. Com isso, ambas voltarão a realizar suas eleições para escolher o melhor jogador do mundo de forma separada, como aconteceu até 2009. E nesta terça-feira, a publicação divulgou as novas regras da sua premiação.

A votação para escolher o vencedor da Bola de Ouro em cada ano voltará a ser realizada apenas por um grupo de jornalistas escolhido pela própria France Football, sem a participação de técnicos e capitães das seleções nacionais, como acontecia ao longo da parceria com a Fifa.

No entanto, haverá mudanças em relação aos primeiros anos da Bola de Ouro. A France Football fará uma seleção prévia de 30 jogadores nos quais os jornalistas poderão votar, e não mais 23, como acontecia até 2009. Além disso, a revista não mais anunciará os três finalistas, apenas o vencedor.

COMO VAI FICAR
A Fifa seguirá com sua eleição, mas a Bola de Ouro é a premiação mais antiga na seleção do melhor jogador do mundo. De 1956 a 2009, a revista France Football realizou a tradicional eleição de forma independente, premiando os mais diversos nomes, desde Alfredo Di Stéfano e Lev Yashin até Cristiano Ronaldo e Messi.

A France Football fará uma seleção prévia de 30 jogadores nos quais os jornalistas poderão votar, e não mais 23 - Fifa.com
A France Football fará uma seleção prévia de 30 jogadores nos quais os jornalistas poderão votar, e não mais 23
Inicialmente, o prêmio Bola de Ouro da France Football elegia somente o melhor jogador europeu, o que foi mudado em 1995, com a escolha do liberiano George Weah, do Milan. De lá para cá, cinco vezes um brasileiro foi premiado: Ronaldo (em 1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho (2005) e Kaká (2007). Até 2006, a premiação considerava apenas jogadores que atuavam na Europa, o que foi alterado no ano seguinte.

A eleição da Fifa do melhor do mundo surgiu somente em 1991. Até 2009, foram realizadas 19 premiações paralelas entre a entidade e a publicação, sendo que em sete delas os vencedores foram diferentes: Jean-Pierre Papin (1991), Hristo Stoichkov (1994), Matthias Sammer (1996), Luis Figo (2000), Michael Owen (2001), Pavel Nedved (2003) e Andriy Shevchenko (2004) foram eleitos pela France Football. Nestes mesmos anos, respectivamente, a Fifa escolheu: Lothar Matthaus, Romário, Ronaldo, Zidane, Figo, Zidane e Ronaldinho.