Campinas, SP, 19 (AFI) - A Ponte Preta, clube de futebol mais velho do Brasil, é uma instituição que tem uma história de garra e luta constantes. O nome Ponte Preta inspira respeito. O ano de 2013 está sendo positivo para ela. Conseguiu bater um recorde de 16 jogos invictos no Paulistão Chevrolet, além de se classificar para a disputa da fase final e acaba de conquistar o título de campeã do interior.

É um título contestado porque o verdadeiro campeão do interior seria o Mogi Mirim que terminou em segundo lugar, atrás só do São Paulo. Mas o que vale é o regulamento e título ninguém apaga, é para sempre. Porém, isso já é página virada. O que interessa daqui pra frente são o Brasileirão e a escolha da Copa do Brasil ou da Sul-Americana.
Desgaste desnecessário
O caso de fica ou sai do treinador Guto Ferreira, gerou um desgaste depois da derrota para o Corinthians por quatro a zero. A diretoria culpou o treinador, sinalizando a sua demissão. Conforme foi divulgado, a multa de 600 mil, 300 para o Guto e 300 para a comissão técnica, foi o motivo da permanência do treinador.

Foram dias de crise no clube, que encerrou o caso com as declarações do presidente em exercício, Márcio Della Volpe, e do treinador. Foram declarações feitas tarde demais, que vão deixar sequela.
Depois das declarações, o bom setorista da Rádio Bandeirantes de Campinas, Breno Beretta, disse que que não acredita mais na palavra do presidente.
O que manda é resultado
Contratado em 2012, Guto substituiu Gilson Kleina, que foi para o Palmeiras, e aguentou a barra, colocando o clube em uma colocação honrosa. Ele está fazendo um excelente trabalho. Se não tem um bom relacionamento com a diretoria, como dizem, não tem importância. O que manda é o resultado dentro das 4 linhas, as vitórias. Elas ficam acima de tudo e poderão apagar a sequela.
Mas as vitórias acontecerão? O Brasileirão é um campeonato longo e difícil. Não cair para a segunda divisão já é bom. Classificar para a Sul-Americana, como em 2012 é ótimo. A torcida, como sempre, acredita no time. Cicinho e Cléber não serão negociados? As novas contratações darão certo? Ficam as dúvidas.