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Juíza do Trabalho revela "forcinha" da Justiça para tentar ajudar Guarani

Sofia Lima Dutra afirmou, em nota, das inúmeras soluções apresentadas à diretoria do Bugre

Publicado na quarta-feira,
30 de outubro de 2013

Campinas, SP, 30 (AFI) – Aconteceu na tarde desta quarta-feira, o leilão do Estádio Brinco de Ouro, na sede na 1ª Vara da Justiça do Trabalho de Campinas. Mas apesar das muitas especulações, nenhuma empresa arrematou os 70% do terreno que pertence ao Guarani.

Após o leilão, a assessoria da juíza Sofia Lima Dutra divulgou para a imprensa uma carta esclarecendo valores e motivos do processo, no qual o Bugre está vivenciando.

 Confira! 

Segundo o documento, a Justiça do Trabalho tem se esforçado no sentido de efetuar o pagamento dos direitos dos trabalhadores, promovendo audiências de conciliação e solicitando à Diretoria do Clube a elaboração de um plano de pagamento. Muitas tratativas foram realizadas ao longo dos últimos anos.

Confira a Nota à Imprensa

O Guarani Futebol Clube possui processos trabalhistas em trâmite no Fórum Trabalhista de Campinas que somam uma dívida de cerca de R$ 50 milhões. O processo que conduz todas as execuções é datado de 2001. Além desses processos em fase de execução, somente em 2011, por exemplo, foram ajuizados mais de 70 novos processos.

A Justiça do Trabalho tem se esforçado no sentido de efetuar o pagamento dos direitos dos trabalhadores, promovendo audiências de conciliação e solicitando à Diretoria do Clube a elaboração de um plano de pagamento. Muitas tratativas foram realizadas ao longo dos últimos anos.
Só na 1ª Vara do Trabalho de Campinas o valor gira em torno de R$ 7 milhões.

Não restou alternativa à juíza Sofia Lima Dutra, que determinou a realização do leilão de Estádio do Clube para saldar a dívida. Realizado nesta quarta-feira, dia 30 de outubro, na sede do Fórum Trabalhista de Campinas, o leilão não obteve sucesso. A Justiça do Trabalho busca atuar em prol da solução dos processos e novo leilão pode ser designado.

Entenda o caso
O leilão do Brinco é fruto de uma série de processos trabalhistas que o clube acumulou nos últimos anos. Neste caso específico há um processo do ex-lateral esquerdo Gustavo Nery, no valor aproximado de R$ 1,5 milhão, que somado a outras quatro ações dá um valor aproximado de R$ 5 milhões.

O time alviverde trava uma batalha jurídica para impedir o leilão de seu patrimônio desde 2010. O clube conseguiu cancelar os leilões em três oportunidades para ganhar tempo, sendo que em uma delas transferiu a dívida para um terreno à beira da Rodovia dos Bandeirantes.

O local chegou a ir a leilão, mas não houve interessados. Desta vez, apesar de várias tentativas dna Justiça, o departamento jurídico não conseguiu um novo cancelamento.

 
Agência Futebol Interior
 
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