


São Paulo, SP, 29 (AFI) – O técnico Geraldo Delamore (foto), hoje auxiliar de Tite do Corinthians, conhece muito de futebol. Experiente na área, ele analisou para o site Grande Área cada ponto de Barcelona-ESP, vencedor da Liga dos Campeões, e Manchester United-ING.
“A alternância do Xavi e do Iniesta no meio-campo ao buscar o jogo, juntamente com o Busquets, para fazer a transição defesa-ataque é fantástica. Em alguns momentos, um vem atuar como segundo homem de meio-campo, depois o outro. Quem não está junto ao Busquets, aparece ao lado do Messi na zona de armação. E não é raro aparecer os dois, juntamente com o Messi, bem na zona atrás dos dois atacantes, Pedro e Villa”.
Messi e ataque!
“Aliás, os dois atacantes aproveitam bem o espaço deixado pelo Messi, junto a zaga, e se infiltram no que no futebol se costuma chamar de “facão”. Assim, sempre que o Messi vem buscar o jogo na zona de armação, o atacante do lado contrário da bola, se infiltra no espaço criado por aquele”, explicou Delamore que teceu elogios ao melhor jogador do mundo.
“O Messi dispensa qualquer análise no plano técnico. Gostaria somente de analisar a sua movimentação, uma vez que ele se posiciona inicialmente entre os zagueiros, como se fosse um atacante, saindo dali para buscar o jogo, flutuando nas costas dos volantes. A partir daí, começa o seu jogo de condução de bola em velocidade, totalmente imprevisível, podendo resolver a situação tanto individualmente, como também através de assistências aos companheiros. Sensacional a sua dinâmica de jogo, sendo encontrado até mesmo próximo dos volantes para iniciar as jogadas”.

“O jogo coletivo de posse de bola é tão sólido que mesmo as cobranças de escanteio diretos são preteridas em favor da posse de bola. Muito raramente o escanteio é jogado na área adversária, sendo o jogo aéreo o ponto menos forte da equipe da Catalunha”.
Manchester United!
Com experiência no Brasil e no futebol árabe, Geraldo Magela Delamore Moreira, de apenas 47 anos e natural de Mariana, em Minas Gerais, também destrinchou os Diabos Vermelhos, campeões ingleses e vice na Liga dos Campeões.
“O Manchester começou o jogo com uma pressão alta que durou uns dez minutos, prendendo o Barcelona dentro do próprio campo. Porém, a medida que o Barcelona começou a impor o seu jogo, a equipe inglesa ficou muito recuada e sem uma opção de transição defesa-ataque eficiente para explorar os contra-ataques oferecidos”.
“O posicionamento do Giggs por dentro retirou velocidade nesta transição, já que Carrick fica mais como um primeiro volante. Pelos lados somente Park conseguiu uma ou outra resposta, enquanto o Valência não fez um bom jogo, ficando bem marcado pelo Abidal”, completou Delamore que também falou do sistema ofensivo.
“Restou somente o Rooney que com sua movimentação e qualidade incomodou o sistema defensivo do Barcelona. O mexicano Hernandez na frente pouco produziu, ficando a equipe inglesa com pouco poderio ofensivo. Vitória justa da melhor equipe do futebol mundial no momento!”.