


O vídeo (confira no link abaixo do texto) destaca o risco de morte súbita para pessoas, notadamente os atletas, que possuem hipertrofia do ventrículo esquerdo exagerada (acima de padrões "aceitáveis" do "coração do atleta"), caracterizado por uma hipertrofia patológica. Nestas condições o ventrículo esquerdo tenta bombear o sangue para a artéria aórtica, prejudicado expressivamente pela existência de colágenos e massa muscular elevada, agravado pela ineficiência coronáriana esquerda na irrigação da área.
Enfim, uma situação dramática e triste como a verificada com o jogador "Serginho" (São Caetano), numa partida contra o São Paulo, ocorrida no maior estádio particular do mundo, em 27 de outubro de 2004. Vale ressaltar a importância da área médica e física dos clubes de futebol monitorarem a adaptação ventricular esquerda (hipertrofia ventricular) dos seus atletas, provocada pelo treinamento físico constante, verificando em tempo um possível surgimento de anomalias de ordem patológica, e ainda, programarem os treinos físicos evitando a exaustão extrema e aplicando-se as recuperações suficientes ou completas dos atletas.
Complexo QRS alargado, intervalo QT longo (normal entre 0,40 a 0,44 segundos), desnivelamento do segmento ST (infra ou supra) e onda T negativa podem ser verificadas no eletrocardiograma, além de despolarização ventricular comprometida, eixo médio ventricular entre 0 e menos 30 graus (1º quadrante) e isquemia do músculo cardíaco.
Fisiologistas, Preparadores Físicos e Médicos devem ficar demasiadamente atentos sobre este assunto tão importante, inclusive com atenção também às categorias de base.
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Clodoaldo Dechichi
Fisiologista, ex-professor da Pucc e com trabalho em varios clubes, como a Ponte Preta