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Paulo Henrique Ganso, do Santos, faz propaganda contra divisão do Pará. Veja o vídeo!

Neste domingo, os eleitos do Pará votam a criação de dois novos Estados: Tapajós e Carajás

Belém, PA, 11 (AFI) – O meia Paulo Henrique Ganso está com suasd atenções voltadas para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa. No entanto, o jogador do Santos não deixou de dar sua opinião sobre o plebiscito que é realizado, neste domingo, em todo o Pará. Cerca de 4,8 milhões de eleitores vão às urnas para votar se o Estado será dividido em três – além do Pará, seriam criados os Estados de Tapajós e Carajás.

 Confira! 

Natural de Ananindeua, na região metrpolitana de Belém, Ganso gravou um vídeo em que se mostra contra a divisão do Pará. Apesar de não votar no plebiscito por estar no Japão, Ganso deve obter a “vitória”, mas desta vez no campo da política.

Isso porque a última pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, mostrou que 65% são contrário à criação do Estado de Carajás e 64% são contrários à criação de Tapajós. A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 8 com 1.213 eleitores em 53 cidades do Estado. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Pará e a nova divisão

O resultado da consulta, no entanto, não encerra a discussão da proposta. Caso a criação de um ou dos dois novos Estados seja aprovada, o projeto irá irá passar pelo Congresso e, eventualmente, pela sanção da presidente Dilma Rousseff. Se o "não" vencer, o processo é interrompido.

A divisão sugerida pela proposta deixa o Pará a 17% do seu território atual e 77, dos atuais 143 municípios. Tapajós ficaria com 58% da área e 27 cidades, e Carajás, com 25% e 39 municípios.

Os contrários ao desmembramento alegam que a divisão trará aumento nos gastos, pois órgãos e empregos públicos terão de ser criados para os novos Estados. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicou que o custo anual com os dois novos Estados seria de cerca de R$ 2 bilhões.

Os favoráveis defendem que o Pará é muito grande e a formação de Carajás e Tapajós levará desenvolvimento para locais distantes da capital, Belém. Os separatistas dizem que suas regiões recebem poucos investimentos do governo estadual.

 
 
Com informações da Agência Estado
 
 


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