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Ex-jogadores realizam curso do SITREFESP para treinador de Futebol

Evento descorrreu diversos temas dentro do futebol

Publicado na sexta-feira,
31 de maio de 2013

São Paulo, SP, 31 (AFI) - Com a participação de 158 alunos, dos quais dois do Chile, três da Colômbia, um da Argentina, um da Bolivia, um da Itália e um da Austrália, o Sindicato dos Treinadores de Futebol Profissional do Estado de São Paulo, sob a presidência do professor Hélio José Maffia, terminou no último dia 24 de maio, o 41º Curso de Atualização para Técnicos de Futebol.

 Confira! 

A abertura, dia 20 de maio, segunda-feira, coube ao treinador Renê Simões, atualmente no Vasco da Gama. Após a sua explanação Renê respondeu a algumas perguntas. De terça-feira a quinta-feira, as aulas, práticas e teóricas, foram realizadas no CEPEUSP.

Os trabalhos de terça-feira começaram com Cláudio Grillo, auxiliar-técnico que trabalha no Santos e que falou sobre tecnologia esportiva. Posteriormente Ricardo Drubsky, do Atlético Paranaense, discorreu sobre Conceitos Táticos (táticas individuais, posse de bola, compactação, bola longa, bola curta, qualidade no passe, velocidade, etc.). Falou também sobre a estrutura organizacional de uma equipe. Que tipo de esquema será utilizado, como por exemplo: 4-4-2, 4-2-4, 3-5-2, etc. Avançou ainda na explicação do marketing positivo e negativo. Comparou o futebol praticado no Brasil e na Espanha. "No Brasil os jogadores driblam mais, a bola vai menos de um lado para o outro e as equipes imprimem menos velocidade. A Espanha, especialmente o Barcelona, realiza um futebol de muitos toques e com maior velocidade. Ninguém enfeita e o time vai direito para o gol adversário", disse o treinador.

Preparação física

Após a palestra de Drubsky, foi a vez do preparador físico, o professor José Roberto Portella falar dos "Aspectos Globais da Preparação Fisica no Futebol".

Lembrou que antigamente o futebol era 60 % de preparação física. "Quando a ciência chegou ao futebol, todos passaram a valorizar mais a bola. E assim sendo até a preparação física passou a ser feita com bola."

E ele acentuou: "Hoje eu trabalho com GPS. A tecnologia me ajuda a saber onde está o ponto fraco na preparação de um ou varios jogadores. Aí faço mais treinos airóbio ou anairóbio. Faço aquilo que o jogador está precisando mais. Realizo um treino para todos e depois treinamentos complementares individualizados. Os meus treinos são monitorados".

Portella falou sobre o aquecimento, a melhoria da coordenação motora, do aumento da motivação dos atletas. Ao mesmo tempo que falava mostrava com vídeos os seus trabalhos pelos vários clubes que trabalhou.

Categoria de base

Ainda na terça-fera os alunos puderam assistir a um trabalho técnico realizado pelos jogadores Sub-17 do Palmeiras, sob o comando do profesor Márcio V. Cardoso.

Na quarta-feira cedo, o professor Sandro Orlandelli, que durante 11 anos trabalhou no Arsenal da Inglaterra, falou sobre o descobrimento e o aprimoramento de novos talentos. Explicou como o trabalho pode ser feito para que não se perca os talentos que surgem no clube.

Arbitragem

Posteriormente o instrutor de arbitragem Roberto Perassi discorreu sobre as Regras do Jogo, especialmente o trabalho executado pelos Árbitros Assistentes Adicionais (AAA). Respondeu a dezenas de perguntas dos alunos a respeito da utilização dos cartões vermelho e amarelo, marcações de faltas e impedimentos.

Lembrou que, por ano, em São Paulo, são realizados mais de 4.500 jogos. E nessas partidas são utilizados em torno de 600 árbitros distribuídos nas categorias 1-2-3-4 e 5.

Afirmou que o árbitro precisa ter credibilidade. "Sem credibilidade um árbitro está fadado ao insucesso". Disse ainda que o trabalho do árbitro é muito difícil porque ele toma 180 decisões, em média, por jogo.

Explicou que todo árbitro internacional (o árbitro FIFA) tem que falar pelo menos uma língua, de preferência o inglês. Para a Copa das Confederações, marcada para este ano no Brasil, estão relacionados 30 árbitros que têm realizados cursos e provas todas em inglês.

Falou sobre o "Jogo Brusco Grave", "Jogada Temerária", "Conduta Violenta", "Simulações", "Jogo Perigoso", "Mão deliberada", etc.

À medida que ía expondo cada item, respondia a inúmeros questionamentos dos alunos.

Depois foi a vez do Futebol Feminino.
E a respeito falaram Edmundo Trevisan e o professor Arthur Elias, este do Centro Olimpico, que levou a sua comissão técnica.

Disse que a categoria não tem recebido o apoio de empresas mas exaltou o trabalho de profissionais abnegados que se dedicam muito para que haja o fortalecimento do futebol feminino em São Paulo e no Brasil.

O professor José de Souza Teixeira também participou de uma das aulas. Falou da sua experiência vitoriosa como preparador físico e treinador ao longo dos seus mais de 50 anos dedicados a clubes e seleções, tendo conquistado vários títulos em sua carreira.

Carreira de técnico

Outra importante palestra foi profrida pelo professor Maurício Marques, Diretor Técnico e Coordenador do Curso da Escola Brasileira de Futebol da CBF.

Ele falou sobre o plano de carreira do treinador de futebol e como esse profissional deve orientar os atletas de base e profissional no futuro de sua carreira.

Essa explanação foi muito esperada e bastante proveitosa porque vários alunos-treinadores trabalham com equipes de base e com Escolinhas de Futebol.

O trabalho de um preparo físico

Quem também marcou presença com uma estupenda aula foi o preparador físico do Corinthians, Fábio Mahseredjian.

Fez colocações interesantes e importantes para os alunos explicando como tem trabalhado desde o começo da carreira no São Paulo até os dias de hoje no alvinegro onde tem conquistado títulos como o Mundial de Clubes ao lado de Tite.

Marcelo Lima, Coordenador Técnico das categeorias de base do São Paulo, fez uma exposição de como funciona esse setor no Tricolor.

Contou como é o Centro de Formação de Atletas - Laudo Natel - na cidade de Cotia.

Explicou que a filosofia implantada no São Paulo se traduz em ser uma equipe Ofensiva, Eficiente, de Qualidade e Vencedora.

Fez uma afirmação importante. "Todos os jogadores são obrigados a estudar. E que o apoio familiar é importantíssimo nesse particular."

Para ele: "Talento precoce não significa certeza futura". Nem sempre um jogador que se destaca no infantil ou juvenil se tornará um grande futebolista.

Lembrou que o jogador Kaká não era destaque nas categorias de base. Tinha qualidades, sabia jogar, mas inúmeras vezes foi banco. Houve época até, que alguns dirigentes queriam dispensá-lo. Mas esse desejo foi abortado por profissionais que viviam o dia-a-dia com ele, pois sabiam que o atleta poderia vencer um dia como venceu.

Após a sua palestra houve um treinamento técnico com os jogadores Sub-17 do São Paulo comandados pelo ex-atleta Menta, do Tricolor.

Mais sobre o curso

Os trabalhos na sexta-feira, dia 24 de maio, foram realizados em um dos salões do Novotel Center Norte. Começaram com uma "Mesa Redonda" que teve o jornalista Lucas Neto como mediador.

Participaram, na primeira parte Vagner Mancini, Estevam Soares e José de Souza Teixeira, além de Hélio Maffia e José Nogueira Júnior. Depois entraram nos debates mais os ex-jogadores Badeco e Wladimir. Nessa "Mesa Redonda" os alunos que partiparam do curso fizeram dezenas de perguntas aos debatedores tirando dúvidas e também apresentaram considerações.

Por fim, Hélio Maffia, presidente do Sindicato dos Treinadores de Futebol Profissional do Estado de São Paulo, e José Teixeira ,vice, complementaram os trabalhos.

Treinadores de Escolinhas de Futebol, de Futebol Feminino, de equipes da Segunda, Terceira e Quarta Divisões de vários estados do Brasil, bem como dezenas e dezenas de ex-jogadores como Robert, ex-Santos, Carlos Alberto Seixas, ex-Palmeiras, Batata, ex-Corinthians, Vinícius, ex-Portuguesa, Claudecir, ex-Palmeiras, Alberto, ex-Santos, Juliana Cabral, ex-jogadora de futebol, medalhista olímpica, Bruno Casagrande, filho do ex-jogador Casagrande, atualmente vinculado ao Botafogo de Ribeirão Preto, participaram e receberam o Cerificado de conclusão do Curso de Treinador de Futebol.

O Curso teve o patrocínio da Bioleve, Zona Livre, Novotel, Projesom, Gold Sports, bem como a parceria do Ministério do Esporte, da Federação Paulista de Futebol e do CEPEUSP, além do apoio do Projeto Pedra Azul, da Faculdade e Colégio Drumond e Kief Sport.

 
Agência Futebol Interior
 
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